Bem Vindos !

Bem Vindos tôdos(as) os que Amam a Lusitânia , tôdos(as) os que Amam Portugal e o Sêu significado profundo no que respeita ao Futuro da nossa querida Mãe Terra e da Sua Criação , incluindo a Humanidade .
Estejam á Vontade nesta humilde casa , aonde podem Descansar junto á Lareira do Coração , enquanto ouvem uma Música e lêem as Palavras reconfortantes de um Livro ... mas não esperem adormecimento , nem alienação , nem inconsciência , nem nada que nos afaste da Realidade ...
Esperem , talvez , o inesperado , e Tudo o que nos possa (re)conduzir de volta á Fonte ... encontrarão aqui Coisas de muitas proveniências .
Tôdas elas , sejam , Palavras , sejam Música , sejam Imagens , falarão de Dêus , o nosso querido Pai e Mãe , Filho e Espírito Santo ... opto por nomear segundo a Tradição Ocidental , que é a minha , em Especial , nêste Rectângulo ancestral que é Portugal , nêste Balcão que Mira o Atlântico profundo , aonde , Algures , no seu Fundo , a Atlântida aguarda Regressar ao Consciente da Humanidade ... não meçam o que aqui vêem/ouvem/sentem , por conceitos limitadôres , porque a Lusitânia da nossa Alma , não tem medida , a nossa querida Mãe do Céu e da Terra , não SE Limita .
Não nos limitêmos nós (cada um de nós) também ... Tudo é permitido , tôdas as palavras , opiniões , sentimentos , maneiras de vêr , serão permitidas , excepto aquelas que nos conduzam de volta á inconsciência .
Palavras de maledicência , de hipocrisia , de cinismo , de maldade , de intolerância , de fanatismo , de mentira , serão erradicadas deste local de Paz .
Tôdas as formas de expressão , religiosas/espirituais/filosóficas serão bem-vindas dêsde que venham do coração , movidas pêla Honestidade e pela Humildade do verdadeiro aprendiz .
Da Lusitânia , de Portugal , falarei/ falarêmos se assim o quiserem , da sua História , da sua Espiritualidade , dos seus Poetas/Profetas ,das Profecias , da sua imensa e íntima relação com o estabelecimento nesta Terra , das Novas Terras e dos Novos Céus prometidas pêlo Criadôr .

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terça-feira, 18 de Novembro de 2014

A Missão de Portugal e a Vocação do Brasil

Há dias , na publicação d' O Padrão das Descobertas Reconquistado
fiz uma observação acêrca da relação Portugal e Brasil ,  numa nota no final do artigo .


Pela Amizade e Carinho que tenho a alguns amigos e amigas do Brasil , e para que não haja mal-entendidos entre nós ,  na altura disse que falaria do assunto novamente .
E aqui estou a cumprir a promessa .
Tenho verificado últimamente , com alegria , que há um crescente interêsse do Brasil por Portugal, que há cada vez mais Brasileiros a procurarem as suas Raízes em Portugal .
O que quero dizêr , é que Amo o Brasil , dêsde a minha juventude , tal como muitos Portuguêses que fôram ensinados na escola a amar e a defendêr o Brasil como uma extensão de Portugal ...
E sempre , os Brasileiros fôram cá recebidos com imenso carinho . Falo por exemplo dos cantôres e cantôras do Brasil , artistas de novela , etc ... 
Acontece que ao longo dos anos , os últimos 30 anos , os Portuguêses têm vindo a descobrir que , afinal , a tão proverbial "conversa da trêta" do antepassado lusitano , mêsmo quando não tinham ( o que será raro ...) , e de múltiplas expressões de "carinho e afecto " por Portugal  de vários  brasileiros que cá vinham, afinal não passava disso mêsmo , de "conversa da trêta" , hipocrisia , uma vez que , no BraZil , a "conversa" era outra ... e os Portuguêses e Portugal eram humilhados e tratados com Desprêzo em piadas Cínicas e maldosas ...e alguns casos no Brasil , que vieram a público nos últimos anos , confirmam isso.
Não é por isso de estranhar que houvesse uma reacção dos Portuguêses  , primeiro , de choque , depois de revolta e depois de fúria , até ... e isso viu-se em muitos «sites» nacionais e internacionais  de acesso comum ás duas Nações .
Houve uma fase de "guerras" verbais , depois seguida duma  mútua tentativa de pacificação e , nos últimos 5 anos (sensívelmente ) os Portuguêses e os Brasileiros , parece ,  recomeçaram a reencontrar um mútuo respeito e admiração...



Mas chêga de sêr eu a falar . Falarei através das  palavras de  alguns brasileiros , e de um em especial , o professôr Fedeli , numa visão muito particular mas também muito Honesta , e que , em especial  , está de acôrdo com a Essência da Verdade Histórica .

I



(Uma nota Importante antes de publicar um texto que não é meu mas sim do professôr Fedeli e dos que o questionam.
Não partilho , necessáriamente das mêsmas opiniões do prof.Fedeli , mas estamos , na Essência , de acôrdo .
Optei por deixar o texto em Brasileiro , em vez de o Traduzir para Português , em respeito ao prof. Fedeli e aos Brasileiros que o lêrem) .


http://www.montfort.org.br/?cat=969&tag=&meta_key=&orderby=&order=DESC&cat_assuntos_and=&cat_temas_and=&cat_autores_and=969&s=Descobrimento+do+Brasil


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21 de abril de 2005
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Descobrimento do Brasil



  • Consulente: Sérgio
  • Localizaçao: – Brasil
SÉRGIO 

Prezado Senhor Fedeli, Salve maria!
Nesse e-amil gostair de fazer algumas perguntas sobreo descobrimento do país.
1. O meu Professor de Historia disse qeu o descobrimento da América teve razões meramente finaceiras, e essa histoira de que eles queriam era salvar os índios é pura mentira, eles queriam era saquear os índios e ficar com a terra deles. isso é verdade? por acaso é légitima a ação dos europeus de tomar as terras dos indios? qual a participação da Igreja nesse contexto?
o que a Igreja pensa sobre escravidão? ela (escravidão) é légitima? ouve omissão da Igreja nesse ponto?
Em jesus e Maria
 Sérgio 



PROFESSÔR FEDELI

Muito prezado Sergio, salve Maria!
Seu professor de História mostra ser muito ignorante.
Creio que já lhe mandei o texto da carta de Pero Vaz de Caminha que afirma que não se viam sinais de riqueza mineral na terra descoberta do Brasil), mas que havia só infinitas árvores de verzino (pau brasil), dizia ainda que a terra era boa. Mas que “a maior riqueza… são as almas dos índios a conquistar”
Pedi-lhe também, que você lesse o meu trabalho sobre A Vocação do Brasil, no site Montfort. Lá você tem a discussão e exposição das causas da descoberta do Brasil.
Como poderiam os portugueses saquear os índios se eles nem roupa tinham?
E eles sendo nômades, não tinham terras fixas. Normalmente, estavam periodicamente mudando de território.
E ainda que os índios fossem donos das terras — o que eles não eram — os portugueses tinham direito de vir e proteger a pregação dos missionários, pois que Cristo ordenou aos Apóstolos ide e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.
Assim como um medico é obrigado a prestar socorro a alguém que está em risco de vida, os cristãos têm a obrigação de ensinar o cristianismo a todos os povos, para salvar as suas almas. Só não tem direito de colonizar povos já civilizados, mesmo que não sejam cristãos. Assim, os portugueses não teriam direito de colonizar a China ou o Japão.


O seu pobre professor de História não sabe distinguir o colonialismo do século XVI — que fundou nações — do colonialismo capitalista do século XIX, que explorou nações.

 Portugal, mais gastou e perdeu com o Brasil do que se enriqueceu com ele. 
E criou uma nação imensa: o Brasil.
 
Já tratei da escravidão em outras cartas. Peço-lhe que as procure no site Montfort.
Hoje só lhe digo que, em si, a escravidão é sempre má, porque Deus fez o homem livre.

 A única época do mundo em que não houve escravidão foi a Idade Média por que ela era Católica(*).  
 Foi só acabar a Idade Média que o renascimento, querendo voltar ao paganismo greco-romano, fez retornar a escravidão.
Leia, peço-lhe, o site Montfort, porque muitas de suas perguntas já foram respondidas por mim em longas cartas que poderão ajudá-lo muito.
In Corde Jesu semper,
Orlando Fedeli.    ... »


 (*)- Eu , Rogério Maciel , diria que era Cristã .A Essência da Europa é Cristã , no que concerne á Palavra e Acção de Jesus , O Verbo Encarnado .


II





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  27 de dezembro de 2011
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Catequese com os índios na colonização

  • Consulente: Carlos Henrique
  • Localizaçao: Fortaleza – CE – Brasil
  • Religião: Católica
CARLOS HENRIQUE
Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo. Salve Maria.
Caro professor, Horlando,
Primeiro, quero parabenizar o senhor e todos os colaboradores da Montfort, pelo exelente trabalho que todos vocês têm feito em defesa da Nossa Santa Madre Igreja Católica.
Minha primeira dúvida refere-se ao posicionamento da Igreja em relação à colonização da América pelos Espanhóis (o modo como eles trataram os nativos).
Muito obrigado, a Montfort tem me ajudado bastante.
Que por intermédio da Vírgen sempre pura Deus te ilumine nos conbates contra os inimigos da Igreja.
Carlos Henrique.
Data 29.12.2008

 PROFESSÔR FEDELI
Muito prezado Carlos Henrique,
Salve Maria.

     Muito obrigado por suas palavras e por sua confiança. 
     
     Os portugueses e espanhóis vieram à América, em primeiro lugar para difundir a Fé.
     Por isso, nas velas das Caravelas estava marcada a cruz de Cristo e não um cifrão. Recomendo-lhe que leia meu trabalho intitulado Vocação do Brasil que trata desse problema.

     Os missionários como Nóbrega e Anchieta deixaram o conforto da Europa para virem catequizar os índios.
     Os selvagens fora catequizados e inseridos na Civilização cristã mesclando-se com os portugueses. O que se diz contra a catequese são calúnias vis.
     Basta lembrar que Anchieta fez uma gramática da língua tupi e que em São Paulo até o século XVIII a língua tupi era a mais corrente. Basta conhecer as canções que os missionários ensinaram os índios a fazer e a arquitetura das Missões par ver a que nível cultural os índios foram elevados então. Compare-se isso com o estado lástimável que os indios são mantidos hoje no Brasil… Bebida e luxúria os leva à morte precoce e ao suicídio. O índios não são mais catequizados. Deixam-nos na barbárie e que se contagiem com os vícios dos “civilizados”. Saudades das Missões.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli    ... »


III

Vocação do Brasil


« ...
Orlando Fedeli

"Houve um tempo em que a filosofia do Evangelho governava as nações ..."
     Assim o Papa Leão XIII ensinou ao mundo, na encíclica Immortale Dei, que na Idade Média a ordem política fora moldada pela sabedoria de Cristo. Nesse tempo, as nações estavam irmanadas pela Fé e constituíam a Cristandade. Antes de ser francês ou alemão, português ou espanhol, o medieval dizia-se cristão. Nessa unidade, as nações cristãs brilhavam pela caridade. Nem o orgulho nem a inveja as lançavam em lutas fratricidas. Nesse tempo feliz, não houve guerras nacionais, que só vieram a acontecer quando a Fé deixou de conduzir os reis e a caridade se estiolou. A guerra dos cem anos, entre França e Inglaterra, foi a primeira contenda bélica de fundo nacional.
     O mesmo Papa Leão XIII ensinou também que, "repudiados os princípios cristãos, nos quais reside a virtude de irmanar os homens e uni-los como em uma grande família, prevalece, a pouco e pouco, na ordem internacional, um sistema de egoísmo e de inveja, pelo qual as nações se observam reciprocamente, se não com rancor, certamente com desconfianças e competições" (Parvenu, 18).
     Evidentemente Leão XIII condena, nesse texto,


 a doutrina do nacionalismo(*), um dos frutos danosos do liberalismo, que não só colaborou para triturar os restos da ordem internacional, como preparou a construção da Anticristandade, a ONU, fundada sobre os princípios ímpios e naturalistas da Maçonaria. Porque, como francamente explicitou o carbonário Mazzini, "o nacionalismo é um meio para chegar a um fim: o internacionalismo".


        (*) - Nacionalismo Não é Patriotismo ! 
         Patriotismo é o Amôr á Pátria e a Sua Defêsa e realização.



Com o fito de bem compreender o que eram as nações cristãs, no todo uno e variado da Cristandade medieval, é útil considerar como cada qual das nações católicas cooperava para a beleza e harmonia da ordem internacional cristã, cultivando seus valores mais profundos, sem desprezar nem invejar as qualidades que Deus dera aos outros povos, mas, pelo contrário, amando com alegria as qualidades das demais nações, porque Deus é admirável em todas as suas obras.

    Quiséramos, pois, que nossas idéias contribuíssem para unir, na Fé e na caridade, todas as nações da antiga Cristandade, particularmente as nações da América, filhas da gloriosa Espanha e do fiel Portugal, na realização da vocação histórica a que Deus as chamou.







    Para conhecer a vocação de um homem, consideramos as qualidades que Deus lhe deu a fim de facilitar-lhe o cumprimento da missão que lhe confiou, assim como as circunstâncias de sua origem e de sua vida. O mesmo devemos fazer quando desejamos conhecer a vocação das nações.
     Nossas origens - quer do Brasil , quer das demais nações da América colonizadas pela Espanha - não devem ser buscadas em 1500 ou em 1492, datas de descoberta de nossas terras. Nós procedemos de mais longe. Somos na verdade um prolongamento natural e fiel das nações ibéricas. Nós nascemos em Covadonga. Nascemos já com a espada na mão, para a defesa da Fé.
     Permita-nos o leitor traçar um esboço despretensioso de fatos bem conhecidos.

     Após as grandes invasões bárbaras, instalou-se na península ibérica o reino Visigodo, cedo destruído pela invasão moura. Em 711, Tarik trouxe para a antiga Hispania as hordas muçulmanas, cheias de ódio pela Religião do Verbo Encarnado. Com efeito, no seu judaico Corão se repetem as blasfêmias dos fariseus contra Deus e contra seu Cristo:
"Diz: Allah é o único,
Allah é o único.
Ele não gerou e não foi gerado" (Corão, Sur. CXII, 1-4).

     Com essas palavras, os maometanos negavam tanto a Santíssima Trindade quanto a processão do Verbo. Negavam a Encarnação do Filho de Deus e a virginal maternidade de Maria Santíssima. Desejavam os asseclas de Maomé expandir o Islão a golpes de cimitarra. "Crê ou morre" era seu lema.
     A invasão árabe devastou a Hispania, atravessou os Pirineus e só foi detida por Carlos Martel, em Poitiers, em 732. Recuaram então os árabes para aquém dos Pirineus e permaneceram na península ibérica por quase oito séculos. Subjugados pela tirania dos infiéis, muitos visigodos cederam e apostataram, aderindo ao islamismo e a seus haréns. Muitos mais, entretanto, pereceram na fidelidade a seu batismo. Só um pequeno núcleo de resistência permaneceu combatendo.




     Nas montanhas das Astúrias, no norte da península, um príncipe visigodo - Pelayo - refugiou-se numa gruta (Covadonga) com um pequeno número de fiéis dispostos a morrer, mas a não capitular diante da infidelidade maometana. Em Covadonga, eles se instalaram com uma imagem da Virgem Maria.

 


  Pela segunda vez na história, a Virgem Maria estava numa gruta. Na gruta, em Belém, nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo. Na gruta, em Covadonga, nasceu a Espanha.
     De Covadonga partiu Pelayo com seus homens, para atacar os maometanos. Tanto mal lhes fez, que os infiéis mandaram um exército a fim de destruir a resistência da gruta de Covadonga. A vantagem numérica dos árabes não lhes adiantava muito, pois tinham que penetrar numa gruta cuja entrada era - como o caminho do céu - estreita e difícil. Além disso, no caso concreto, era fácil de ser defendida. Em meio ao combate, houve um terremoto e parte da montanha desabou, soterrando - dizem - um terço dos mouros atacantes. O triunfo de Covadonga, em 718, fez com que Pelayo fosse proclamado rei das Astúrias.


     A Espanha nasceu numa batalha.
(*) A Espanha nasceu de uma vitória. Seu primeiro grito foi de triunfo. Com um terremoto ela entrou na História. Veio à luz para combater as trevas da infidelidade.


(*)- A "Espanha"(entre cômas, pois A ESPANHA é a Península , não o país !)  como nação constituída , não nasceu aqui , nesta altura .
           Nasceu muito depois no século XV com a capitulação de Granada , o final da Reconquista Castelhana  , vulgo "espanhola", da parte da Península nas mãos de Castela , uma vez que Portugal já há muito que tinha terminado a Sua Reconquista e estava já a Preparar a Grande Epopeia das Descobertas Marítimas com a Cruz de Cristo nas Caravelas e o Culto do Espírito Santo  a sêrem  Levados a tôdos os povos da Terra .

 «...Granada surrendered 2 January, 1492, and the territorial unity of the Spanish monarchy was established. ...»

http://hispanismo.org/english/16051-how-catholic-queen-gave-spain-its-golden-age.html 

(Se, por alguma razão não conseguirem acedêr á página , podem ir aqui : )
http://nobility.org/2012/11/26/isabella-i/ 


 Pelayo e seus soldados continuaram a guerrear com os infiéis. Era a guerra da Reconquista, que, iniciada com a invasão árabe, em 711, prosseguiria até a expulsão total dos maometanos em 1492. Jamais houve uma guerra tão longa na História: 781 anos de combates, de derrotas e de triunfos. Quase 800 anos de heroísmo. Certamente 800 anos de perseverança e de esperança. Nenhum povo tem uma História tão una quanto o da Espanha: oito séculos com um só fato: oito séculos de fidelidade à Cruz de Cristo; oitocentos anos de amor até o sangue.     
      Não se pense - muito romanticamente - que nesses oito séculos, se caminhou sem quedas, de vitórias a triunfos. Se a guerra foi tão longa, é porque nela houve muitas derrotas e muitos percalços, muitas crises, angústias, e mesmo, muitas traições.


"À vaincre sans péril, on triomphe sans gloire" (Corneille, le Cid)
     Duas foram as causas dessa guerra imensa de oito séculos:
1) Causa Religiosa: os visigodos lutavam em defesa da Fé contra os invasores árabes, que queriam impor, a golpes de cimitarra, a fé em Allah e em seu pseudoprofeta, Maomé.
2) Causa Política: os visigodos combatiam para reconquistar seus territórios invadidos e ocupados pelos mouros.
    Na Reconquista, não houve causa econômica. Os visigodos de Pelayo, em Covadonga, haviam tudo perdido, menos a Fé. Exceto sua pequena imagem da Virgem. Menos sua gruta e sua coragem. Tudo perdido. Menos a Fé. Menos a esperança.
     Quem assim tudo perdeu, não luta por dinheiro. Batalha por razões mais altas e mais profundas. Por razões difíceis de serem compreendidas por quem, em vez de alma, tem um cofre, em vez de coração, uma conta bancária. Quem é verdadeiramente católico, pugna em prol das únicas razões pelas quais é digno viver: Deus e a honra. Não pelo dinheiro.
     É evidente que, reconquistando uma cidade ou uma região, eles se apossavam de novo de suas riquezas. Mas não tinham sido movidos ao combate pela esperança de contar moedas após a vitória. Lutavam para fazer de novo os sinos cantarem nos campanários. Porfiavam para fazer cessar o lamento dos muezins no alto dos minaretes, para fechar os impuros haréns muçulmanos. Para acabar com a escravidão existente no Islão, escravidão que não existia entre os cristãos.
     Pouco a pouco, o pequeno Reino das Astúrias, fundado por Pelayo, cresceu e se transformou no Reino de Leão.
     Multiplicaram-se os focos de resistência aos invasores. Novos reinos Cruzados nasceram: Castela com suas velhas torres, Navarra com seu desejo de romper correntes, Aragão sonhando em marcar em seu escudo de ouro quatro rubras faixas heróicas de sangue. Esses novos reinos Cruzados somaram-se a Leão em sua guerra católica contra o maometismo.


(Ilustração do mestre Carlos Alberto Santos)

 Da Europa, levas de cavaleiros cristãos, despertados pelo rumor das espadas batendo-se sob os estandartes da Cruzada, vinham para a península ibérica, a fim de auxiliar com suas católicas proezas os cristãos atrevimentos da Reconquista. Entre esses combatentes atraídos pelo amor da glória de Deus estavam Raimundo e Henrique de Borgonha, que, no século XII, foram a Leão vencer ou morrer por Cristo Rei, lutando contra Mafamede. Por suas façanhas de guerra eles receberam do Rei de Leão pequenos territórios em feudo. Henrique de Borgonha tornou-se desse modo senhor de um condado, no qual havia o porto de Cale. Ele se tornou Conde de Porto Cale e se casou com Dona Tareja, uma das filhas do Rei de Leão.
     Desse casamento nasceu aquele príncipe que ia ser o fundador de Portugal, o "Abraão" do povo lusitano, a quem Cristo prometeu uma descendência numerosa assim como uma terra imensa, proporcionada à alma de Portugal, terra onde corressem o leite e o mel, o Príncipe D. Afonso Henriques.




 
     Quando morreu seu pai, D. Afonso teve que lutar contra sua própria mãe e contra os leoneses para garantir seus direitos e ver confirmado seu título de Conde de Portugal. Só depois disso D. Afonso pôde usar sua espada contra o árabe inimigo de Cristo.
     Em Ourique, D. Afonso, com sua pequena hoste de lusitanos, teve que enfrentar de uma só vez cinco príncipes árabes, à frente de uma tropa muito maior que a sua. Antes da batalha, na madrugada de Portugal, o Conde se retirou do acampamento para pedir ao Deus dos combates a força e a vitória. Enquanto rezava, aconteceu o milagre: Cristo lhe apareceu no céu, pendente da Cruz, com as cinco chagas brilhando. 

E do peito de D. Afonso saiu então o grito sublime:

"Não a mim! Não a mim, Senhor! Aos infiéis, aos infiéis, Senhor, e não a mim que creio o que podeis! " . 
"Não a mim, Senhor, não a mim, esta misericórdia. Aos árabes, a graça desta visão, para que se convertam".




    Quando nasceu a Espanha, tremeu e abriu-se a terra. 

Quando nasceu Portugal, abriu-se o Céu.

     Nesta cena, em que se vê um Príncipe rezando, ajoelhado ante o Crucificado, tendo a espada à cinta, pronta para dar a morte, e soltando um brado de prece pela alma do inimigo infiel que vai combater, está representada toda a vocação de Portugal e Espanha: combater e rezar. Vocação de ser Cruzado e apóstolo. Vocação verdadeiramente nada ecumênica, permitam que o note com alegria. Vocação de Portugal. Vocação de Espanha. Vocação que herdamos, ao ser fincada por Colombo a Cruz das caravelas em nossas terras, ao recebermos o batismo de mãos sacerdotais hispânicas, ao empunharmos, por nossa vez, a Cruz da espada de Pelayo e de D. Afonso, em nossas mãos. Bendito seja Deus que nos fez Cruzados e apóstolos!


Azulejos de Jorge Colaço
 
     Em Ourique , nascia Portugal. Em Ourique, soprava a brisa ardente que vinha de longe. De longe, no tempo. De longe, no espaço. A brisa que vinha de Covadonga chegara a Ourique. Em Ourique, Deus chamava Portugal - e com Portugal, também o Brasil também o Brasil! - à mesma vocação de Espanha, à mesma razão histórica de existência, sem a qual nada somos.
     E Cristo na Cruz, com as cinco chagas brilhando, falou a D. Afonso Henriques, prometendo-lhe a vitória sobre os cinco príncipes maometanos. Ordenou-lhe ainda que aceitasse o que fariam seus guerreiros após a vitória.
     E quando terminou a batalha, lá, nos campos de Ourique, os cavaleiros portugueses, inebriados de heroísmo e de triunfo, ergueram o Conde de Portugal sobre o escudo, proclamando-o, no rude e sublime rito daqueles tempos, Rei de Portugal. Então lá, nos campos de Ourique, por vez primeira soou o brado heróico:





    Por escudo, o novo monarca adotou a Cruz de Cristo marcada pelas cinco quinas. Cinco, porque esse fora o número dos reis vencidos. Cinco quinas, também e principalmente, porque lembram as cinco brilhantes chagas de Cristo, que aparecera e falara a D. Afonso.
     Mas, em cada uma das cinco quinas, D. Afonso mandou marcar cinco moedas, perfazendo o total de trinta, pois se contavam duas vezes as cinco moedas da quina central da Cruz. Trinta moedas da traição de Judas. Um escudo com a Cruz da fidelidade e com as trinta moedas da traição, a fim de lembrar aos portugueses que sua história devia ser ou de fidelidade à Cruz, ou de traição mesquinha, tilintando no fundo da algibeira as moedas da apostasia. 


 

Ou fazer do coração e da alma uma tocha ardente de amor à Cruz e à fé, ou fazer do coração uma bolsa avarenta, na qual Portugal amesquinhado - "Portugal-centavo", como bem definiu um poeta -, contava, uma a uma, as parcas e miseráveis trinta moedas da traição.
     Entre a Cruz e as moedas, entre a fidelidade e a traição. Entre ser apóstolos ou apóstatas, eis nosso inarredável destino. Escolher entre viver pela Fé e para a Igreja, ou vegetar pela riqueza, tal é o dilema de Portugal na sua História - tal é o dilema do Brasil. Ser de Cristo ou de Mamon. Ser católico ou marxista. Ser como São Paulo ou como Judas.
     Os ventos que haviam sacudido os estandartes de Pelayo em Covadonga - havia quatrocentos anos já! - sopraram mais rápidos sobre os campos de Portugal do que no restante da península ibérica, impelindo mais depressa as bandeiras lusitanas que expulsaram logo os mouros para os areais africanos, de onde tinham vindo. Santarém, Alcobaça, Lisboa foram conquistadas pelo vitorioso D. Afonso.





 Para conquistar Lisboa, ele pediu o socorro das orações de São Bernardo de Claraval. E, quando ia se dar a batalha, passou providencialmente um barco, levando cruzados alemães, suecos, ingleses e franceses que iam ao Oriente combater na Terra Santa. Ao verem estandartes cristãos lutando para conquistar Lisboa aos maometanos, eles desembarcaram para auxiliar a vitória. D. Afonso viu neste socorro inesperado o efeito das orações de São Bernardo, e, agradecido, fez seu reino vassalo de Claraval, pagando fielmente tributo anual à santa abadia. Até o século XVIII Portugal foi fiel à sua vassalagem. Um ministro maçon, em sua soberba - Pombal - quebrou essa fidelidade e guardou as moedas da vassalagem, dizendo talvez que isto era contra a honra e o enriquecimento de Portugal. Economizou as moedas, proclamou a sua soberba. Guardou anualmente trinta centavos. Que fizeram Portugal - a partir do século XVIII - cada vez mais rico, poderoso e independente. Nasceu com Pombal o Portugal ciosamente independente: Portugal-centavo.
     Os portugueses concluíram a Reconquista muito antes do que a Espanha. Já em 1147 haviam posto para a África os últimos mouros. Toda a terra, até o mar, ao sul, fora reconquistada. Entretanto, a guerra aos infiéis não findara. Portugal não tolerava que houvesse mouros à costa. E nem mesmo além da costa, pois:


"Não sofre o peito forte afeito à guerra
não ter inimigo a que não faça dano.
Portugal, não tendo quem enfrentar em terra,
foi acometer as ondas do oceano".


(Camões, Lusíadas , VI, 48)

    Não havendo mais terras a reconquistar, Portugal ia combater além do mar. Sua alma cristã era grande demais para ser contida na pequena terra lusitana. Ela buscava a terra grande, proporcionada à sua alma. A terra que Cristo prometera a D. Afonso em Ourique, no alvorecer de Portugal. 

Alegoria ao Infante Dom Henrique  de Mestre Carlos Alberto Santos 
 
     A epopeia das navegações é a continuação da Reconquista. Portugal, face da Europa, perscrutando o Oceano, olhava além do horizonte, sondando como destruir o império islâmico. Desse desejo nasceu Sagres. Dessa vontade de ir combater mais além nasceu a Caravela, conduzindo cruzados e missionários. O vento que impelia as caravelas era o mesmo que havia acariciado os estandartes de Pelayo em Covadonga. Hoje se afirma que foi apenas o interesse econômico que deu causa às navegações. 

Nas caravelas não estava marcado o cifrão, e sim a Cruz de Cristo.

  "Pois não é, por certo, o vento o que a move a ela.
É, na verdade, a Cruz quem move a caravela".

As causas das navegações, fundamentalmente, foram as mesmas que as da Reconquista:
1.- Causa religiosa: expandir a Fé católica.
2.- Causa Política: destruir o império maometano e conquistar suas terras.
     A estas duas causas, acrescentou-se uma terceira:
3.- Causa econômica: dominar o comércio de especiarias.
    Originalmente até esta causa econômica derivava de razões religiosas. Os maometanos intermediavam o comércio de especiarias da Índia para o Ocidente, e, com isso, auferiam grandes lucros, com os quais financiavam os exércitos com que combatiam os cristãos. Deste modo, eram os próprios cristãos que pagavam as tropas que os atacavam.
     Portugal pensou, então, em alcançar a Índia por mar para impedir essa intermediação islâmica no comércio de especiarias, e assim cortar-lhes a fonte dos recursos para atacar a Europa cristã.
     Além disso, as caravelas podiam levar a guerra até Meca, até o coração do império muçulmano. Eram então razões religiosas que determinavam a busca do caminho marítimo das Índias, e não motivos puramente interesseiros.
     Portugal navegou enfrentando no horizonte infinito, nas brumas, nas ondas, as lendas e perigos do Oceano. Quantos barcos soçobraram! Quantos homens morreram no mar! Quantas caravelas não mais voltaram! Quantos nos portos ficaram, em vão, a esperar !





"Ó mar salgado, quanto de teu sal
são lágrimas de Portugal!
Por te Cruzarmos, quantas mães choraram,
quantos filhos em vão rezaram,
quantas noivas ficaram por casar
para que tu fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena,
se a alma não é pequena!
Quem quer passar além do Bojador,
tem que passar além da dor!
Deus, ao mar, o perigo e o abismo deu,
mas nele é que espelhou o céu !"

(Fernando Pessoa, Mar Português)
...Quantas saudades tão fundas, nos cais vazios dos velhos portos!...
     Uma quadra popular cantou o mesmo tema: 

"Ó ondas do mar salgado
donde vos vem tanto sal ?"
"É das lágrimas choradas
nas praias de Portugal ! "



  Quanta dor! 
Quanta grandeza! 




Porque Portugal ouviu bem e bem compreendeu o que lhe cantava a brisa que vinha de Covadonga e Ourique:
 "Vai! Combate! Navega! Batalha! Ensina!"
     Portugal bem compreendeu que combater e "navegar é preciso. Viver não é preciso!"
     Compreendeu que... "Deus quer, os homens sonham, a obra nasce ! "(F. Pessoa)
     Deus quis. O Infante D. Henrique planejou. nasceu Sagres. Portugal navegou. Colombo descobriu (*). Um mundo nasceu.



 (*) - Sim , Portugal Navegou e Portugal Descobriu e Portugal Recriou o Mundo .

Colombo foi um agente d'El-Rey Dom João II na côrte Castelhâna . Ora vejam!     




A El-Rey e a Portugal , interessava-nos mais a América do Sul do que a do Norte .

 
 
     Eis Portugal, pequena nação no oceano da História. Eis Portugal, pequena caravela na imensidão do Oceano. Descobrindo os Açores. Caravela de Portugal, Costeando o litoral africano. Retornando a Sagres, a estudar os portulanos. Partindo outra vez, olhar sedento dos horizontes longínquos.
     Ah! A sede! Sede dos horizontes infinitos! Ah! A sede das gargantas sem a doce água lá das fontes das serras... Ah! A sede insuperável das almas a resgatar!
     As tempestades. Os combates desconhecidos. A fome. As calmarias. Os furacões. Novos portos. As quinas marcando a conquista, nas praias brancas, aos pés do areal moreno, nas ilhas distantes... Cada vez mais além! Plus ultra! Plus ultra! depois... "A Cruz de sangue regressando, e trazendo a bordo as distancias dos velhos portos..." (P. Bonfim).
     Nas calmarias, a caravela imóvel, na imensidão do mar, acreditava nos ventos de Covadonga. Nas noites tenebrosas, a caravela tinha fé nas cinco chagas brilhantes de Ourique. Nas tempestades, quando se era obrigado a recolher as brancas velas, ocultando a Cruz de sangue de seu batismo, eram os mastros que se transformavam em cruzes nuas, de onde pendia a esperança de Portugal, a confiança da Espanha.
     Que buscava a caravela de Portugal na vastidão do oceano? Que perscrutava no horizonte o olhar do vigia, desde o alto da gávea? Que direção queria o punho do timoneiro, firme no timão? Que oriente contemplava o comandante, de olhar fixo nas estrelas?
     Buscavam as cinco chagas brilhantes de Ourique... Onde estariam elas, escondidas na noite escura? Onde estava a prometida Cruz de Cristo de D. Afonso Henrique?
    Perscrutavam..."a linha severa de longínqua costa "... Buscavam, na linha fria do horizonte distante...

"Á árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte, os beijos merecidos da verdade" (F. Pessoa) ... em que tinham acreditado.
    Buscavam, além do horizonte, as almas de que tinham sede, as almas que, além do negro horizonte da idolatria, morriam de sede da verdade.
     Buscavam, como pensou Colombo, o que queriam os antigos Cruzados, a libertação do Santo Sepulcro de Jerusalém, passando antes pela conquista das Índias...


(pintura de mestre Carlos Alberto Santos )
 
     Nas tempestades, nas calmarias, sob a Cruz dos mastros, sob a sombra cruzada das velas, Portugal desejava, Portugal esperava, Portugal ansiava pela terra prometida por Cristo a D. Afonso ajoelhado em Ourique. E, nas almas portuguesas, do fundo da noite dos tempos até o convés da Caravela, ecoavam longínquas as vozes dos cavaleiros de Ourique;


"Real ! Real ! Por Afonso,
alto Rei de Portugal ! "

     Lá ia a caravela por ordem do grande Infante, por mandato de D. João II, até os confins do universo, "nos mares do fim do mundo", sabendo

"que da obra ousada,
era de Portugal a parte feita,
o por fazer era só por Deus".

(F.Pessoa, Padrão)
 

Padrão, Diôgo Cão - Museu da Marinha

     E, em meio aos temores do Oceano, forjadores de lendas e de monstros, o timoneiro atado ao leme podia exclamar, tremendo e ufano ; 


"Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E, mais que o monstrengo, que sua alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
manda a vontade que me ata ao leme,
de El Rei D. João Segundo".

F. Pessoa, O Monstrengo)
    O mesmo podia ter dito Colombo, aquele que acreditou quando ninguém mais cria, firme, conservando o leme e a rota em direção ao Ocidente:
"Aqui ao leme sou mais do que eu. Sou a Cristandade que crê e que espera. Que quer libertar Jerusalém do jugo dos novos fariseus".
    Nessa busca contínua no mar tenebroso, Portugal confiava, um dia, encontrar a terra da promessa. Na busca sem fim do Oceano ignoto, Colombo confiava encontrar a promessa dos céus e a esperança da terra: o triunfo da Santa Igreja Católica.
     Chegou, enfim, certa madrugada em que a caravela navegou, por vez primeira, sob a luz das cinco chagas luminosas de Ourique. Cinco estrelas brilhavam, formando uma Cruz no céu de veludo. Como na madrugada de Ourique. Era o sinal de D. Afonso luzindo na madrugada de Portugal. Cintilando na aurora do Brasil, que nascia da linha do horizonte, com suas praias, com suas serras azuis na distância, seus rios e suas florestas, uma terra grande de verdade, ansiando pela Verdade. Uma terra grande do tamanho da alma de Portugal.


 "O Infante"-Poema do Mar Português 
Pintura  a óleo de Carlos Alberto Santos
 
     E a América brilhando ao sol, jubilosa por ver chegando, logo após o Grande Almirante, as espadas libertadoras de Cortés e de Pizarro. Entrevendo já os ídolos diabólicos tombados dos teocalis. Venerando já, no alto do grande teocali do México, aquela mesma que ia brilhar, humildemente gloriosa, em Guadalupe.
     Quando Colombo e Cabral chegaram à nova terra encontraram a terra da Santa Cruz de Ourique, a terra da Virgem de Guadalupe, na qual, ambos - Colombo e Cabral - fixaram a Cruz que haviam trazido nas velas brancas de suas caravelas. A santa Cruz das caravelas, em terra enfim fixada. Para sempre! Quando se abriu o mar, nasceu a América.
     Começava então uma terceira etapa da história hispânica: a da Conquista.
     Chegados às praias dos novos continentes, portugueses e espanhóis não se detiveram, exaustos, na fímbria litorânea. O impulso que os levara a vencer o oceano não lhes permitia deterem-se na orla do continente. Como a mola que, depois de pressionada e libertada de opressão, salta indo além de sua posição original, assim também portugueses e espanhóis, livres da pressão maometana, não retornaram a ocupar apenas os limites antigos da península ibérica. Foram além. Cruzaram os mares, e, mais ainda, atravessaram os novos continentes descobertos. A Conquista espanhola e as Entradas portuguesas foram a continuação das Navegações, assim como esta havia sido o prosseguimento da Reconquista. A Bandeira foi a caravela em terra firme. Já não podendo navegar, lusitanos e espanhóis calçaram as botas dos bandeirantes. Cortez, Albuquerque, Borba Gato, Pizarro, Fernão Dias Paes foram os continuadores das façanhas de Vasco da Gama e de Colombo, de Cabral e de Fernão de Magalhães.
     As causas da Conquista espanhola da América e das Bandeiras portuguesas foram as mesmas que as da Reconquista e das navegações:

1.- Causa econômica: a busca de ouro, pedras e outros metais preciosos;
2.- Causa política: a dilatação do território luso-espanhol;
3.- Causa religiosa: a propagação da Fé.
    Observe-se, porém, a inversão da ordem das causas com relação à Reconquista. Enquanto na luta contra os árabes quase não influiu a razão econômica, sendo a Fé era a grande motriz, nas Bandeiras portuguesas em especial, como também na conquista espanhola da América em menor grau, foi o fator econômico que assumiu a preponderância, enquanto a luz da Fé foi se apagando.
     Até o grande Cortez dizia aos aztecas que os espanhóis de seu tempo sofriam de uma doença do coração que só se curava com ouro. E Montezuma, constatando a ambição de Cortez, dizia-lhe: "Malinche, você é insaciável".
     Entretanto, mesmo em Cortez a Fé era ainda tão forte e tão importante, que ele não titubeou em derrubar os ídolos aztecas do alto das pirâmides índias - com risco de perder todos os tesouros que conquistara ou que poderia obter - para exigir que no topo do mais alto teocali do México fosse colocada a imagem da Virgem Maria. Quando, com a força de sua espada nada ecumênica, Cortez fez isso, ele assistia e realizava, do alto da pirâmide culminante do paganismo da América, o triunfo final do movimento que nascera na gruta de Covadonga, quase oito séculos antes. Desde a gruta de Covadonga até o alto do grande Teocali, haviam decorrido oitocentos anos. Oito centúrias de batalhas, para tornar a Virgem da humilde gruta de Covadonga Rainha das Américas.
     Entre os Bandeirantes o êxito econômico foi bem menor que o dos Conquistadores castelhanos, mas a cobiça de riquezas foi ainda maior. Certamente também, bem menor foi o seu impulso religioso, pois que os bandeirantes só levavam consigo um capelão que, ocasionalmente podia converter e batizar índios. Desgraçadamente, eles não estavam tão preocupados com a dilatação da Fé...
     O que causou este desvio tão grande da Conquista e das Bandeiras com respeito à orientação original da Reconquista e das Navegações? Que foi que levou a fome pelo ouro a suplantar a sede de justiça? Que fato histórico transformou a pura labareda da Reconquista na chama obnubilada pela fumaça das ambições dos Conquistadores e Bandeirantes? Quommodo obscuratum est aurum? Com se obscureceu o ouro da vocação hispânica?
    O
que ocorreu foi uma diminuição da Fé e um apego crescente aos bens do mundo. Portanto, cresceu o naturalismo. E tal naturalismo foi obra da mentalidade renascentista e mercantilista.
     O Renascimento, com seu antropocentrismo pagão, isto é, com seu endeusamento do homem, levou a humanidade a deixar de viver para o céu e a voltar os olhos para a terra. Se o homem - feito de terra - é o centro do universo, se tudo começa e termina nele próprio, ele somente terá vistas para o que é material, eis que nada o transcende. Entretanto, só realizará epopéias quem tiver os olhos postos no céu. Assim, com a vitória do renascimento e do humanismo, deixaram de existir cruzados e missionários contemplando as cinco chagas de Cristo nas madrugadas de Ourique. O humanismo fizera os homens colocarem seu fim último neste mundo. O mercantilismo, colocando na riqueza o fim do homem, ensinou os portugueses e espanhóis a viver contando as trinta moedas da traição imanentista. Não foi à toa que o próprio Camões se queixou - já em seu tempo - de que cantava em vão, para um povo mergulhado numa vil e mesquinha tristeza:



"Não mais, Musa, não mais, que a lira tenho
destemperada e a voz enrouquecida,
e não do canto, mas de ver que venho
cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
não no dá a pátria, não que está metida
no gosto da cobiça e na rudeza
de uma austera, apagada e vil tristeza".

(Camões, Os Lusíadas , X, 145).

    Camões já cantava para Portugal-centavo, que sonhava apenas com as moedas de sua algibeira, cada vez mais vazia. Porque, por ironia e por sábia Providência, enquanto Portugal só buscou dilatar o Reino de Deus, tornou-se poderoso e rico. Mas, na medida em que o Reino abraçou o "baixo amor" das coisas materiais, esvaziando a sua alma do amor do Infinito, perdeu, ao mesmo tempo, poder e fortuna. Só lhe restaram o vazio, a impotência e a pobreza, numa "austera, apagada e vil tristeza".
     Foi essa mesma sede das trinta moedas que fez no século XVII Portugal não compreender que a realização de sua vocação histórica estava na tentativa de recomeçar a reconstrução da antiga Cristandade por meio de uma união feudal com a Espanha, guardando sua autonomia. O orgulho nacionalista o impeliu então a ouvir mais as vozes que lhe vinham da Inglaterra protestante, a ouvir de preferência o tilintar das trinta moedas que Caifás, agora banqueiro, fazia tilintar promissoramente em Amsterdam. Portugal ficou separado da Espanha para manter-se independente. Mas passou a depender de Londres e da assim chamada Companhia das Índias... E passou a sonhar com o messianismo nacionalista do Sebastianismo... Para mais tarde esperar a fusão ao Mercado Comum Europeu...
     Hoje estamos, nós católicos, separados por nacionalismos orgulhosos e invejosos. Já não se apresentam nossas nações, antes de tudo, como cristãs. Busca-se, não a união na Fé, mas o aumento do produto interno bruto, ou a exaltação política - sempre fanática - da nação.
     Porém, o que dá unidade e intelegibilidade à História de nossas nações hispânicas é esse movimento único Reconquista - Navegações - Bandeiras. É esse movimento nascido na gesta de Covadonga, sancionado pelo Divino Crucificado em Ourique, que revela qual é a nossa vocação histórica. Vocação de Espanha e de Portugal. Vocação do Brasil e das antigas colônias espanholas da América: existir, viver e lutar pela propagação da Fé e pela dilatação da Cristandade.



 
     É só voltando a seguir os estandartes de Covadonga, é só ajoelhando-nos, de novo, com D. Afonso em Ourique, é só combatendo a infidelidade e implorando a Deus pela conversão dos infiéis que recuperaremos nossa vocação histórica. É só quando voltarmos a ter a fé e a esperança dos antigos Cruzados-missionários que voltaremos a ser o que Deus quer que sejamos. Caso contrário, nada seremos. Só assim voltaremos a ter o Infinito na alma, a grandeza no coração, missão na História, e, em conseqüência, poder e riqueza.




    Soprem de novo em nossas almas, os ventos de Covadonga.
     Brilhem de novo em nossas madrugadas, a Cruz e as chagas de Ourique.
     Singrem de novo nossas almas-caravelas os oceanos da gentilidade.
     Derrubemos de novo, dos novos teocalis modernos, os ídolos mesquinhos e imundos do século XX.


 
    Porque, para que servirão as belas     

  estrelas, se no mar já não existirem as 
  caravelas?
  Quando a terra se abriu, nasceu a  Espanha.
  Quando o Céu se abriu, nasceu Portugal.
  Quando o mar se abriu, nasceu a América.


 
     Quando se abrirão de novo nossos corações, para que Deus renasça em nossas almas?
     Quando se abrirão de novo nossas mentes para que compreendamos o que somos na História, e renasça a Cristandade?

    Neste quinto centenário da América católica roguemos a Deus que, por misericórdia, sopre, de novo, em nossas pobres almas, os ventos heróicos de Covadonga(*)


 (*) - E de Ourique !


Que Ele nos livre do espírito do ecumenismo destruidor da Fé, ecumenismo que mata nossa alma-Cruzada e esteriliza nossa alma-missionária. Que Ele nos liberte do espírito de orgulho e de inveja do nacionalismo, doutrina fratricida e destruidora da Cristandade.
"Eis que estou à porta de teu coração e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em casa dele e cearemos juntos, eu com ele e ele comigo" (Apoc. III, 20).
     Vinde, Senhor Jesus, vinde e fazei-nos, a nós todos da América hispânica, dignos filhos de Covadonga. Dignos filhos de Ourique.

_________ Texto da palestra proferida pelo Prof. Orlando Fedeli em outubro de 1992, na cidade de Buenos Aires, por ocasião das comemorações do Quinto Centenário do Descobrimento da América.    ... »

( Orlando Fedeli - "Vocação do Brasil"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=historia&artigo=vocbrasil&lang=bra
Online, 01/11/2014 às 11:22h )

E pronto , eis aqui muito Bôas Razões para os Brasileiros Amarem ainda mais Portugal .
Esta perspectiva do professôr Fedeli , não contempla e é apênas uma das faces , é claro para mim, da Totalidade da Missão de Portugal .
Em artigo que se seguirá , falarei da Última parte dessa Missão , ainda Realizar-se . 
Só Assim , Finalmente . Se Cumprirá Portugal .

sábado, 25 de Outubro de 2014

AS VERDADEIRAS RAÍZES dos PORTUGUÊSES II




video
 

A




Antes de mais nada , quero avisar , que vamos começar pelo "fim" , melhor , pelo "meio" da nossa Viagem , uma vez que os Lusitânos , "aparecem" no regresso  da Grande Epopeia , pós-diluviana , do Extrêmo Ocidente até ao Extrêmo Oriente , e para além , passando pelo Norte da Europa , Mediterrâneo até aos Himalaias , a Grande e inicial Migração que ,


milénios antes da  chamada , "Indo-europeia" , que realmente aconteceu de Oriente para  Ocidente , mas  entre aspas ,  porque , a designação , está baseada num pressupôsto errado , até , manipuladôr da História , como é o de sêrmos tôdos  uma cambada de "caucasiânos " ( como se sabe , a origem dos Kahzares...quem quiser que tire as suas próprias ilações !) com tudo o que está implícito nessa teoria   genético-linguística  , e que não passa disso mêsmo ...tinha começado no Sul da Nossa Sagrada Península , a Hibéria , a   Nossa Ancestral Terra da Promissão ,  mais precisamente , no Sul da Oestriminis , mais tarde a Ofiússa , ou seja , na Conii-Tartéssia ,ou seja ,a Origem mais Ancestral dos Luso-Portuguêses , os Nossos mais ancestrais antepassados , os Engenhosos ( e Misteriosos , uma vez que hôje , só mêsmo com enorme dificuldade , e mêsmo  com os meios mecânicos e técnicos disponíveis , se consegue levantar tanta tonelada e manusear tais e enormes Fragas , com a precisão  milimétrica , com que , então, êles conseguiram manusear ...o que só prova que a tal teoria dos "pobres e atrasados cro-magnon" não passa disso mêsmo , duma teoria  , senão mêsmo duma suja manipulação da Verdade Histórica...) Constructôres de Antas/Megalitos («Portugal , Razão e Mistério -A Atlântida Desocultada de António Quadros ) 
que espalharam , á medida que caminhavam para Oriente , as suas simbólicas  construcções .
Os Lusitânos , chegaram uns milénios depois , num  Regresso (que traziam no inconsciente e na sua génese ...) á Mátria Ancestral  , através de um Conjunto de Povos Mediterrânicos ,   que se costuma designar por Fenícios-Cananitas ...mas disso falarêmos mais abaixo .
Depois , embora esteja já comprovado que NÓS ,  Portuguêses   , têmos um adn único no planêta 


«  Relatedness among Basques, Portuguese, Spaniards, and Algerians studied by HLA allelic frequencies and haplotypes.
HLA-A, -B, -DRB1, -DQA1, and DQB1 alleles were studied in Iberian and Algerian populations by serology and DNA sequence methodologies. The genetic and cultural relatedness among Basques, Spaniards, and paleo-North Africans (Berbers or Tamazights) was established. Portuguese people have also maintained a certain degree of cultural and ethnic-specific characteristics since ancient times. The results of the present HLA study in Portuguese populations show that they have features in common with Basques and Spaniards from Madrid: a high frequency of the HLA-haplotypes A29-B44-DR7 (ancient western Europeans), A2-B7-DR15 (ancient Europeans and paleo-North Africans), and A1-B8-DR3 (Europeans) are found as common characteristics. Portuguese and Basques do not show the Mediterranean A33-B14-DR1 haplotype, suggesting a lower admixture with Mediterraneans; Spaniards and Algerians do have this haplotype in a relatively high frequency, indicating a more extensive Mediterranean genetic influence. The paleo-North African haplotype A30-B18-DR3 present in Basques, Algerians, and Spaniards is not found in Portuguese either.

 The Portuguese have a characteristic unique among world populations: a high frequency of HLA-A25-B18-DR15 and A26-B38-DR13, which may reflect a still detectable founder effect coming from ancient Portuguese, i.e., oestrimnios and conios;

 Basques and Algerians also show specific haplotypes, A11-B27-DR1 and A2-B35-DR11, respectively, probably showing a relatively lower degree of admixture. A neighbor-joining dendrogram place Basques, Portuguese, Spaniards, and Algerians closer to each other and more separated from other populations. Genetic, cultural, geological, and linguistic evidence also supports the hypothesis that people coming from a fertile Saharan area emigrated towards the north (southern Europe, Mesopotamia, the Mediterranean Islands, and the North African coast) when the climate changed drastically to hotter and drier ca 10 000 years B.C.   »





«... This fact, together with the extremely high frequencies of haplogroup H and the key role 

played by SW Iberia in the formation of Dolmenic Megalithism, as well as their pivotal role in 

Bell Beaker, including the existence of a major civilization (Zambujal, VNSP), the first one ever 

in Atlantic Europe, makes this area highly suspect as a possible origin for the spread of mtDNA 
H in Western Europe to the frequencies that we find today (c. 40-50%). ...» 





«...  When the finger points to the Moon, the fool looks at the finger. Portugal could be the Moon but it may just be the finger, so I will remain cautious at this stage of research. Whatever the case it does seem to me that Megalithism is a likely source of that excess H (Bell Beaker being just the finger here, almost for sure).


I must add that there seem to be some important demic changes since Chalcolithic in Portugal. Tentatively I will attribute them to the intrusive SW Iberian “horizons” (proto-Tartessian?) and/or the Luso-Celtic invasions of the Iron Age. ... »



e que tôdos os adn's que se vieram juntar ao original, incluindo o romano ,  são um tesouro extraordinário, um Património de valôr incalculável  de Portugal ,  sou furiosamente  avesso á ideologia "ibero"-celtóide em que  NOS querem forçosamente  "metêr" ,  (não o Hibéro ,  o Pôvo Ancestral da Península , mas o da agenda IBERISTA com podêr  em Madrid e o fim das Nações Ancestrais Hibéras !) anti-Lusitâna e anti-Portuguêsa ,   Iberista  , anti-Patriótica portanto , de bastos  investigadôres e académicos estrangeirados   dêste país actual , afeitos ao sistêma mentirôso do regime tirânico e vendido aos interêsses estrangeiros  em que nos vamos desenrascando (conforme só o Luso sabe fazêr...)  , teoria esta que ignora ,  despreza , os Nossos Reais , verdadeiros e Ancestrais Antepassados , os que já viviam há muito tempo  na Oestriminis/Ofiússa ...



Nas palavras de mestre Moisés do Espírito Santo 

« O que vou expôr não consta nos livros de História de Portugal onde notamos uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos antepassados Lusitânos . 

Os historiadôres e arqueólogos procuram fazêr-nos crêr que os Lusitânos eram uma horda de selvagens, atrasados e ignorantes, quando fôram o pôvo que «durante mais tempo se opôs aos romanos», segundo Estrabão.




«...

 Quer dizêr, a resistência dos Lusitânos aos romanos durou 200 anos .
Porque é que  são assim ignorados pelos historiadôres os nossos antepassados? Porque eram livres  e ciosos da sua independência e cultura, e porque se opuseram aos colonizadores .
 Leite de Vasconcelos ousa até dizer que /"os lusitanos esqueceram a sua língua; que  para a descobrir seria necessário consultar a esfinge"/.
 Nós diríamos o seguinte: para que um pôvo esquecesse a sua língua materna a favôr da do colonizadôr, seria necessário que quatro gerações, dos bisavós aos bisnetos, durante cem anos, se calassem, não falassem entre si, nem uma palavra, enquanto não aprendessem correctamente a língua do colonizadôr.
Em qualquer cultura, qualquer aprendiz de investigador pode descobrir a língua que precedeu a actual. 
O método para isso consiste, entre outros, na interpretação da toponímia, da gíria popular e das expressões codificadas do linguarejar quotidiano como, por exemplo, «morar em cascos de rolha» (muito longe), «andar à paz de pílula» (estar sem dinheiro), «Está de ananazes» (um tempo muito quente), etc. que constam em dicionários especializados. 
Só os historiadores, arqueólogos e etnólogos portugueses tradicionais se recusam a esse trabalho, por razões ideológicas, para desvalorizar a cultura vencida. »

Começo por reeditar a entrevista que Fernando Rodrigues de Almeida



deu a Ruy Ventura.

Pessoalmente , estou parcialmente  de acôrdo ( e louvo) , ESPECÍFICAMENTE , com esta explicação das Origens Ancestrais da nossa Língua e Cultura , embora , não subscrêva , discorde absolutamente mêsmo , de diversas opiniões pessoais  emanadas por  Fernando R.  Almeida , um discípulo seguidôr de Moisés do Espírito Santo, sem sentido para mim , e não directamente ligadas ao assunto em questão .
E estou parcialmente porque FRA e MES , estão certamente no bom caminho (deram uma excelente achêga ...)  para encontrarmos as nossas mais Profundas e Ancestrais  Raízes , mas mêsmo assim , considero que não conseguiram chegar ao Verdadeiro  fundo da questão .


«    ...
       CONVERSA COM
FERNANDO RODRIGUES DE ALMEIDA



“Na nossa sociedade ser ‘semita’ é mau, e por isso se nega a importância que alguns povos semitas, particularmente os fenícios, tiveram para a vida na antiguidade”, afirma o investigador.

Fernando Rodrigues de Almeida (n. 1960) , escritor e investigador - acaba de publicar um livro que merece toda a nossa atenção. Intitula-se O Outro Lado da História e saiu com a chancela da Câmara Municipal de Odemira, vila onde desenvolve actividade docente na Escola Secundária local.
 Embora um olhar comodista procure arrumar a sua obra no campo das monografias com interesse meramente local, o facto indesmentível é que o seu estudo tem um enorme interesse para o entendimento das raízes mais remotas da cultura portuguesa, radicadas numa herança Fenícia , que foi sendo ocultada a partir do domínio político do Império Romano(...) .
Traz-nos ainda uma sólida leitura da chamada “Escrita do Sudoeste”, que "teimosamente" alguns investigadores e divulgadores continuam a apresentar como indecifrável. 
A investigação de Fernando Almeida não dispensa ainda um olhar sobre alguma toponímia e documentação ligada ao litoral alentejano, provando quanto uma visão atenta da nomeação do espaço não consegue desviar-se do encontro com fósseis do falar semita das camadas populares do nosso país.
Resolvemos conversar um pouco com o autor a propósito dessa edição. 

Aqui ficam as respostas de um homem que não tem medo de remar contra a maré de alguns cuja principal preocupação é demolir o conhecimento com insinuações, sem apresentar argumentos científicos minimamente sólidos para a sua discordância.




O seu livro intitula-se “O Outro Lado da História” e defende um visão pouco consensual dos tempos mais remotos do território hoje português. Que outro lado é esse?

O povo deste canto da Península, povo que depois de vencido pelo império romano não mais deixou de ser gente anónima sem direito à sua própria História, é efectivamente o objecto de estudo deste livro. Sigo-o desde o tempo em que possuía os seus próprios chefes e escrevia a sua língua no seu próprio alfabeto (a que chamamos hoje “escrita do Sudoeste”), até aos nossos dias, em que tanto a escola como os poderosíssimos meios de comunicação social tentam esmagar o mais possível os vestígios da antiga língua de origem fenícia, uniformizando todos os falares regionais à norma urbana de base latina.
 Esse é O Outro Lado da História, mas é essa a nossa verdadeira História, e a que no essencial está por escrever.
A que conhecemos, é a dos generais romanos, dos reis bárbaros, dos emires árabes, das famílias reais europeias; é a História de todos os que nos tentaram (com mais ou menos sucesso) impor a sua língua, forma de pensar e cultura; a quem pagámos impostos e de quem fomos escravos, servos, criados ou mesmo trabalhadores pobres e indiferenciados. Sabemos a História das elites. O povo no entanto não escreveu a sua História, e nem sequer falou a língua das elites. Redescobrir essa língua, quer pela decifração da escrita do Sudoeste, quer pela toponímia, pelas lendas, ou mesmo pela língua portuguesa actual, é a essência desse O Outro Lado da História. Evidentemente que esta perspectiva terá que ser sempre pouco consensual…

Até que ponto a sua visão foi influenciada pelos livros de Moisés Espírito Santo?
Moisés Espírito Santo é nesta matéria o pioneiro que para além de muitos outros méritos tem o de estabelecer a relação fundamental entre o português e o fenício. Sem ele, provavelmente a escrita do Sudoeste continuaria indecifrada por se desconhecer a língua em que os textos teriam sido escritos.

Que confirmação no terreno o levou a concordar com esse autor?

Tudo no terreno apoia a tese inicial de Moisés Espírito Santo, e só não o verá quem obstinadamente o não quiser ver. Há centenas de exemplos nos quais o investigador tropeça a cada dia. Um exemplo de entre muitos que constam do O Outro Lado da História, e de muitos outros que se poderiam dar: o topónimo “Malavado” provém de “mal av ad”, e significa em fenício “poço de águas subterrâneas que transborda”; em todos os locais com este nome (ou nomes parecidos, como “Malvado”, “Mal Lavada”, etc.) existe grande abundância de água, e poços artesianos. Tudo o mais, na toponímia, nas lendas, no nosso falar actual, etc. mostra claramente que se falou “fenício” por aqui.

Propõe uma leitura inovadora da chamada “Escrita do Sudoeste” numa época em que ainda ouvimos alguns académicos, historiadores e arqueólogos afirmarem que ela é indecifrável. Onde se alicerça a sua audácia, se ela existe?

A proposta de decifração que faço é fruto de perto de 15 anos de trabalho, e não lhe vejo nenhuma audácia, mas apenas alguma intuição combinada com muito trabalho e esforço dedutivo. É normal que haja resistências ao meu trabalho, quer pela natural tendência do ser humano de desconfiar do que é novo, quer porque é efectivamente complexo todo o processo de decifração e tradução, e eventualmente nem todos serão capazes de o compreender com facilidade…

De onde virá a resistência do meio académico português à aceitação de um passado semita da nossa cultura?

A ciência, como todos sabemos, é feita por gente, e a gente, cientista ou não, tem preconceitos que afectam a sua visão e compreensão do mundo. Na nossa sociedade ser “semita” é mau, e por isso se nega a importância que alguns povos semitas, particularmente os fenícios, tiveram para a vida na antiguidade, o que às vezes acaba por roçar o ridículo. Para nós, seria bom por exemplo ter origens gregas, era tão bom que até já houve quem pretendesse encontrar em Ulisses o fundador de Lisboa…
Palermices à parte, devem ter sido os romanos quem mais denegriu o nome dos seus inimigos mais perigosos – os fenícios, que estavam instalados em Cartago, na Península Ibérica e grande parte da bacia do Mediterrâneo. Os documentos escritos que se conservaram ao longo dos séculos são romanos, dos seus aliados, e de elites religiosas e intelectuais europeias que se filiam na cultura latina, e daí o preconceito que passa de geração em geração entre investigadores e académicos. Na nossa cultura gostamos tão pouco de povos semitas que até dizemos que foram os judeus a matar Cristo, como se Cristo não fosse ele próprio judeu…

Na sua opinião, como se deu a introdução dos falares fenícios / cartagineses em território do ocidente peninsular?

Esta é uma questão complicada para a qual não tenho uma resposta segura. Parece plausível que os povos portadores da agricultura e do Neolítico fossem semitas. A agricultura é uma actividade complexa que não é fácil de dominar sem uma vivência quotidiana prolongada, e foram semitas os povos que primeiro a desenvolveram. Parece portanto tentador admitir que o povo que trouxe a agricultura tenha trazido a língua. Mas há topónimos que têm uma distribuição que sugere uma ocupação do território mais tardia; por outro lado, é igualmente tentador admitir que o povo da escrita do Sudoeste tenha chegado na época em que foram feitas as inscrições, ou seja, no Bronze Final e início da Primeira Idade do Ferro; seria portanto uma vaga de colonos fenícios a chegar e impor a língua… Penso que neste momento ainda não se podem ter certezas nesta matéria.

Que manifestações ainda existem dessa maneira de falar e dessa cultura?

Há muitíssimas marcas dessa língua, que de resto sobrevive mesmo no português padrão: quando dizemos “chão”, “curral”, “labareda”, etc., etc., estamos a usar palavras fenícias. Penso que é essa influência fenícia que cria as particularidades das línguas ibéricas (em especial do português) no contexto das línguas latinas. No que se refere à cultura teremos certamente muitas marcas, a começar pela religião popular: quem leia o Antigo Testamento encontrará nele descrições que podiam ser aplicadas aos nossos santuários rurais.

Que é preciso fazer para continuar a aprofundar esse veio da nossa identidade cultural?

É necessário prosseguir com este tipo de trabalho baseado no estudo da língua e da cultura popular, pois é aí que reside a verdadeira essência do “ser português”. Com mais investigadores, mais tempo, mais trabalho, novos e mais profundos conhecimentos surgirão. Haverá ganhos até ao nível do conhecimento das línguas mortas como o ugarítico ou o acádio, já que mantemos no português termos comuns a essas línguas e ainda hoje se pode ver o contexto em que são usados, o que pode mesmo ajudar a melhorar traduções de textos antigos. Há portanto todo um mundo a explorar, assim haja quem o trabalhe.

Também escreve contos, estreitamente ligados à memória do espaço e dos seres que o habitam, como é visível em Histórias ao Serão [2009]. Existe alguma relação entre o seu trabalho como investigador e aquele que desenvolve escrevendo a partir da memória local?

As historinhas que escrevo mergulham na cultura rural que tento conhecer o melhor possível, e esse é o único elo de ligação à investigação histórica e linguística. São histórias simples e sem pretensões, mas que retratam o mundo rural antigo, e que penso que se consigam ler com gosto. Eu pelo menos gostei de as escrever.
http://alicerces1.blogspot.com/2009/10/conversa-com-fernando-rodrigues-de.html )   

E aqui encontramos mais uma fortíssima Ligação que nos levará á Raíz mais  Ancestral dos Lusitânos-Portuguêses , a qual ,  parece  confirmar   as conclusões tão cheias de sentido  do Historiadôr Português ,  José Galazak   , ou , podêmos dizêr  , que   se confirmam mútuamente , muito embora , ainda com Lacunas essenciais , importantes demais para sêrem postas de lado... 



«

VIAJARAM OS «FILHOS DE DAN» ATÉ PORTUGAL?

Rufius Festus Avienus, poeta latino, escrevendo no século IV mas apoiado em velho roteiros fenícios e gregos com quase mil anos – «escritos recônditos» e «antigas páginas», nas suas próprias palavras – relata-nos no seu poema Ora Maritima que a região ocidental da Península Ibérica, antes chamada Oestrymnis, se chamava agora Ophiussa, e que o seu nome lhe vinha de uma grande invasão de serpentes que fizera fugir os antigos habitantes da terra. Os seus actuais habitantes chamavam-se Sefes e Cempsos (Saefes e Cempsi), e habitavam as colinas e os campos de Ophiussa. ...

 Este é o mito fundador de Portugal, desde sempre desprezado pelos historiadores, mas agora olhado de novo, à luz dos últimos mapas genéticos das populações peninsulares, onde os pergaminhos celtas das populações da Galiza e do Norte de Portugal são definitivamente rasgados e substituídos por novos e inimagináveis pergaminhos berberes (Amazighs), de populações aqui instaladas desde o Neolítico e que nada têm a ver com os invasores Mouros de 711… populações estabelecidas em Oestrymnis, na Estremadura portuguesa, e daqui expulsas por uma “invasão de serpentes” que fez instalar novas populações, Sefes e Cempsos.

Durante decénios, aceitando sem discutir a Teoria das Invasões de Bosch-Gimpera, fizemos destas populações Celtas vindos do centro da Europa, "nossos antepassados",  negando as evidências arqueológicas que apontavam noutra direcção, negando Avieno que claramente nos dizia que os Cempsos, agora no ocidente peninsular, tinham o seu berço nas margens do Lago Ligustino , sendo irmãos germanos dos Tartéssios . Os fenícios tinham-nos preterido a favor destes últimos, e combatidos por uns e por outros, tinham os Cempsos partido para noroeste, arrastando na sua passagem uma multidão de povos menores.    ...   »



B



A ligação ancestral entre os Pelasgos , conhecidos também como os Povos-do-Mar  ,  e Povos tão (aparentemente) dispares como os Fenícios , os Grêgos , os Hebrêus , os Etruscos , os Romanos , pode-se encontrar nos seus Alfabetos que eram em tudo semelhantes .






 http://www.thelosttruth.altervista.org/SitoEnglish/pelasgian_etruscan_english.html



 


Eu creio absolutamente que os nossos ( dos Lusos/ Portuguêses ...) mais ancestrais antepassados , são os Atlanto-Pelásgicos, os Cónios do Sul da Luz-Citânia ,actual Algarve e parte do Sul e Ocidente do Além-Tejo .
 Por isso mêsmo ,  para atalhar Caminho , e porque Subscrêvo inteiramente as palavras e os extraordinários Estudos do grande Investigadôr Português  Carlos Alberto Castelo
o qual , conseguiu ( na minha humilde , mas convicta opinião)fazêr a súmula Histórica ,  das excelentes conclusões e Trabalho  dos (também grandes) investigadôres Portuguêses que , com reconhecimento e admiração , falei anteriôrmente , irei publicar na íntegra , as palavras Conhecedôras  de mestre  Carlos Alberto Castelo .

http://www.fcastelo.net/cemal/konii.html

« 













Do Konii ao Indo-Europeu



O Ocidente, Berço do Alfabeto e das Línguas Europeias

Todas as provas linguísticas são baseadas em inscrições existentes em lápides proto-históricas do sudoeste peninsular Ibérico. Sendo comum os eruditos (nacionais e estrangeiros), atribuírem designações diversas às estelas epigrafadas do sudoeste peninsular, como: Inscrições Turdetanas ou Tartéssicas, entre outras, assim se omite a identidade do povo que escreveu tais inscrições, os Konii. Povo que, nas estelas encontradas em Espanha, era identificado por Konti (ou Koniti, diminutivo de Konii).

O estudo da sequência evolutiva da epigrafia destas estelas dará a conhecer que a escrita (e a língua) peninsular possui raiz nativa, e não provêm de outras línguas. E esta nova acepção da paternidade da escrita conduz-nos directamente à desmontagem desse mito que atribui ao indo-europeu a procedência sobre a nossa língua. A suspeita, agora, é a de que a língua ancestral da Ibéria poderá ter estado na formação da(s) primeira(s) línguas indo-europeias.

A documentação epigráfica aqui apresentada pretende elucidar qual a origem da escrita primeva, a partir da qual se formaram outras que, viajando no tempo, chegaram até aos nossos dias e constituem as línguas actuais. E veremos, também, que a língua e a escrita Konii, chegou até aos países nórdicos.

Os denominados povos indo-europeus eram iberos, da época megalítica, que atingiram o oriente, fixando-se por toda a parte, das regiões do Cáucaso ao centro da Ásia. Foram eles os primeiros construtores de Menires e Dolmens. A origem destes megalitos é pois, ibérica.
Tendo em conta que não foi possível ainda determinar a precedência de um povo indo-europeu que ocupe o lugar de "pai da escrita", conclui-se quão frágil é a teoria do influxo cultural e civilizacional indo-europeu, resultante de uma sua acção centrífuga e expansionista. E assim se reduz tal teoria ao que é, e sempre foi, um mito. Ora, é isto mesmo que hoje em dia é já partilhado por alguns estudiosos da matéria.
Todavia, terá existido um povo primeiro, uma língua materna. Mas pelo facto dessa língua comum ter sido detectada em muitos lugares, para lá da Europa Central, não quer dizer que a sua origem fosse indo-europeia. O facto de muitos povos Ibéricos e centro-europeus se terem desagregado, e as suas civilizações desaparecido precocemente, deixou lugar ao florescimento de outros povos que vingaram mais solidamente e duradouramente no Oriente durante toda a Alta Antiguidade, e de cujas civilizações chegaram até aos nossos dias, maior quantidade de vestígios.
Apresento seguidamente a exposição de um trabalho de investigação epigráfica, referente a um vocábulo da conhecida Estela Konii de Bensafrim, descoberta nesta localidade por Estácio da Veiga e Santos Rocha. Esta exposição elucidará como um vocábulo peninsular Konii da Ibéria chegou ao indo-europeu.
Heroun (estela) do Sudoeste Peninsular Ibérico
(actual território português)
- Desenho da Estela de Bensafrim -

 Fotografia da Estela de Bensafrim com indicação do espaço
ocupado pelo vocábulo cujo significado se explica em seguida
 
Que traduzido é: ONAH ou ONAI, e que significa: a; o; um; uma. Para a língua Castelhana de ON se formou UN; e de ONA, UNA. Para o Português de UN, UM; e de UNA, UMA. Também no Latim, idioma proveniente do ramo linguístico peninsular, ONAI fora desvirtuado para OINO, mas todavia tivera evolução paralela para UNU e UNA, semelhante ao peninsular hispânico. Para o Francês ON; em Inglês ONE; em Irlandês AON, no Gaélico AON, e no Galego UNHA. Tendo o Galego perseverado a letra "H" em vez do "I", sendo mais original e directo do vocábulo Konii ONAH para ONHA, UNHA. Do Konii ONAH para o árabe OUÂH, o "N" passou para "U". Quando a escrita se expandiu do extremo ocidente da Europa para a Etruria pré-romana, ela incorporou influências da escrita do Médio Oriente através da Grécia antiga, tendo a própria língua grega recebido influência de ambas as partes, tanto do ocidente Europeu como do Médio Oriente. Assim, a desvirtuação da palavra peninsular ONAI, através do primitivo Latim, resulta na forma AINOS mas, derivado à influência Fenícia (por acção dos Gregos), se grafaria OINOS. Esta modificação deve-se ao facto do caractere peninsular Konii "A" (ai) ser sinónimo do Fenício "O" (aiyn). Assim, do Latim AINOS se passou a OINOS.
Os Gregos escreviam OINE, e a influência indo-europeia ainda mais desvirtuou a palavra para OIWOS. Todavia é de salientar que a letra "W", como vê dobrado "V" ou "U" é muito recente. O "W" é um pouco semelhante ao antigo caractere da letra "S". Alguns vocábulos peninsulares foram modificados pela influência dos caracteres da grafia Fenícia, quando estes comerciaram com o ocidente Ibérico e, ainda hoje podemos distinguir essa modificação em algumas línguas que eram idiomas (ramais) peninsulares, tal como o Inglês. A palavra primitiva S(A)N (filho, na língua Konii) inscrita no Heroun (Estela) de Ourique, passara a S(O)N (filho, em inglês). A língua dos Konii foi a primitiva língua peninsular, sendo o Vascone (Baskoni) um ramal desta língua, com evolução própria. A palavra peninsular SAN (filho) é pronunciada como se escreve e é a abreviatura de SANGUE. Nos tempos antigos os povos pré-romanos pronunciavam "O SANGUE DE NOSSO SANGUE"; é "SAN" (filho). E da frase Mo San, fonética (Mô San) que significa Mio (Meo = Meu (Filho)), nasceu Mô s ( Moç = Moço), e Mô sa (Moça). No castelhano (Mozo) e (Moza), sinónimos de hijo e hija. Por esta razão temos SAN, em inglês. A língua dos Etruscos, também um ramal linguístico peninsular, chamava SAN aos filhos. Este nome ainda se encontra em inscrições do povo Etrusco. Os seus tradutores julgam tratar-se de um termo que designa "Ancestral", e que a palavra "Clan" é filho. Mas, "Clan" significa "Família", em utilização como: "os clãs da Escócia". A palavra "Clan" ou "Clans" é uma alteração de Çans (Sans (filhos)), sinónimo de descendentes (Famílias). A frase Konii "Mo San" (Mô San) significa: Meu Sangue (Meu Filho) ou, também, em língua Konii: Mo Nino (Mô Nino ou Mi Nino) de onde nasceu o arcaico português "Minino" que evoluiu para Menino. No português arcaico, o sinónimo dos caracteres, " I " e " H " da palavra ONAI ou ONAH, teve uma evolução própria. Exemplo:





Heroun Funerário de Bensafrim
(Lagos - Algarve)

Esta Estela sepulcral faz parte do espólio arqueológico do Museu Municipal Dr. Santos Rocha da Figueira da Foz. Esteve partida em três partes, mas actualmente, encontra-se restaurada. Mede 1,34 x 0,65 x 0,15 e consta de 75 sinais que podemos fazer uma breve análise abaixo.

Transcrições deste Heroun, por três epigrafistas de renome internacional.

Schulten:
i e q e o n i i r a o e e a h a i n i l
a l o l e q e s a r o n a h k o i a o
i s i i n q e l e o e i i o a e s a r a o
a s i i e e n i i

Gómez Moreno:
Ba e co e bu e n i i r a bu e du e
1............. 5......... 10............ 15
a be a i r i ca a l ti o l e co e n a n
............20.......... 25........... 30.......
o n a be Ke o n a cu i s i i n co e
..35............... 40............ 45.........
l e bu e i i ti o r e m a r o te o
50.......... 55.......... 60........... 65
ti a s i i e e n i i
...........70........ 75


Transcrições por Carlos Castelo:
Caracteres Originais
Escrita Peninsular Konii - Portugal


Língua Konii:
LEZZE BEN II RABEDD EA HAIRIC ALTIO
LEZZE NAN ONAH HEIROI AQI SIIN ZELEB
EI ITIO RES ARO TOTI A SIIN E EN II

Nova Ortografia:
LESSE BEN II RABEDD EA HAIRIS ALTIO
LESSE NAN ONAI HEROY AQI NIS CELEB
EI ITIO RES ARO TOTI A NIS E EN II

Latim Romano:
LESSUS BENE II RABEDDUS EA HAERES ALTUS
LESSUS NAN UNUS HEROS HIC NOBIS CELEBRATUS
EI ITIO RES ARO TOTUS NOBIS ET EN II

Língua Portuguesa:
LAMENTAMOS BEM ESTE NOBRE HERDEIRO
RABEDD, NESTE LUGAR. LAMENTAMOS NA VERDADE,
UM HEROI.  AQUI, NÓS O CELEBRAMOS.
ELE DOOU A NÓS TODOS OS SEUS
BENS AGRÍCOLAS. E EI-LO AQUI.


 

A Palmeira Ibérica

- um símbolo da antiguidade -

 
Na antiguidade a Palmeira possuía um significado especial conotado com a nobreza e a riqueza de um povo. Na Península Ibérica existiam muitas palmeiras e havia uma área de concentração destas majestosas árvores a que chamavam Terra das Palmeiras, hoje conhecida como Paloma, actual cidade espanhola.
A Palmeira era um dos principais símbolos do Povo Konii/Konti e aparece representada em moedas cunhadas nas antigas cidades peninsulares pré-romanas. Nalgumas dessas moedas vê-se um cavaleiro que eleva um ramo de palma.
Na época Konii/Konti era habitual decorar os herouns (estelas funerárias) com ramos de palmas em homenagem ao defunto. Hoje, ainda se enfeitam as campas com flores, e podemos especular acerca da ancestralidade das romarias que em Dia de Ramos levam o povo a florir os cemitérios. Afinal, as “novas” religiões herdaram tanto das antigas, politeístas, e estas dos tempos mais remotos, que não repugna considerar que uma tradição proto-histórica ibérica tenha passado ao Médio Oriente e transmitida aos hebreus. Assim teríamos a Festa de Ramos, com os seus tradicionais ramos de palma, ainda hoje praticada em Israel. Tradição nada estranha aos costumes árabes que igualmente homenageiam os seus mortos com deposição de ramos de palma nas campas.
As palmeiras eram tão importantes que os povos da antiguidade (nos reinos em que existiam estas árvores), quando guerreavam, costumavam cortar os ramos das palmeiras do inimigo, no intuito de conjurarem toda a espécie de infortúnios sobre as suas hostes.
Das diversas espécies de palmeira algumas chegavam a atingir porte considerável, na ordem dos trinta metros de altura.
Tamareiras e Coqueiros e, ainda, a palmeira do açúcar de cuja seiva se extraía o adocicado néctar e cujas folhas, fervidas, serviam de alimento constituíam as espécies mais utilizadas na alimentação. Também o tronco do Salgueiro (palmeira) era processado e transformado em farinha da qual se produzia um pão sem fermento. Quase todas as partes da palmeira eram utilizadas. Da fibra bruta se faziam vassouras, capachos e cestas. A fibra, processada, era usada no fabrico de cordas fortes e linhas de costura. Dos óleos da palmeira fazia-se manteiga e sabão.
Belas tigelas e outros utensílios de cozinha, e até ferramentas, eram fabricados com a casca do coco. Certas palmeiras produzem um tipo de madeira bastante resistente e impermeável, daí a sua utilização na construção de embarcações. As suas sementes serviam para fins medicinais ou, secas, tornando-se duras e transparentes, eram utilizadas na confecção de colares de contas e outros adornos. Com as flores, brancas e amarelas, faziam-se perfumes e enfeitavam-se os cabelos das mulheres.
Eis porque as palmeiras eram símbolo de riqueza e nobreza.





 


A  Língua e a Escrita Konii



O nascimento de vocábulos linguisticos de alguns idiomas, que se tornaram línguas,

tendo como raiz a Língua Konii proto-histórica do Sudoeste da Península Ibérica.



Comecemos por um vocábulo do célebre Heroun (Estela) da Fonte Velha de Bensafrim - Lagos:


 

                                          

Na  antiguidade  alguns  povos  escreviam da direita  para  a  esquerda ( sinistrorsa ) e outros da esquerda para a direita ( dextrorsa ) mas, o povo Konii, gravava as inscrições nas  estelas dessas duas  formas.

Todavia a língua portuguesa e outras línguas actuais escrevem-se de maneira dextrorsa. Assim muitos  vocábulos  antigos  ibéricos  de  época  proto-históricos  que  se  liam  da  direita  para  a esquerda,  passaram posteriormente a escrever e a ler-se de forma inversa,  nascendo deste modo novos vocábulos, que evoluíram e chegaram até à actualidade.



Assim o vocábulo proto-histórico da língua konii, que escrevia-se de forma  sinistrorsa « SIIN » que é o pronome pessoal « NÓS » e  se  lia  nesse  sentido, passara  à forma de  leitura dextrorsa « NIIS ». Posteriormente fora omitido o primeiro « I » que  fazia parte da fonia do nome da letra  « N, ni », ficando a palavra a ser « NIS ». 

Agora observemos a evolução deste pronome, da qual nasceram outros, e, cujo a raiz é a mesma. Nesta análise, pudemos ver, a fonte de línguas. 

 


Konii – Niis > Nis > ( Nys ) > Nus > Nos > Noso.   « Galego »


Konii – Niis > Nis > ( Nys ) > Nus > Nós > Noso > Nosso.  « Português »


Konii – Niis > Nis > ( Nys ) > Nus > Nosotros > Nuestro.  « Castelhano »


Konii – Niis > Nis > N(ob)is > Nos > Nostru.   « Latim »

Como se pode observar, o Galego, Português, Castelhano e Latim, são idiomas de uma língua comum materna ibérica, cujo a raiz é a Língua Konii.
As « línguas nórdicas » também tiveram sua raiz linguistica da Peninsular Konii. Pois as terras do  norte, primitivamente  foram  povoadas  pelos  ibérios,  assim, os  caracteres  alfabetiformes rúnicos levemente modificados são quase todos originários da escrita primitiva ibérica.

                                       Sinn – Hibernico ( Irlanda )
   Konii – Siin  >
                                       Sinn – Gaélico da ( Escócia )

As vogais « i »,  « y »,  « u »  e  « o »  são sinónimos. 
Exemplo:
Aito > Ayto > Auto; e  Molher > Mulher, « o » - « u ».
Dicionário de Português, Porto Editora, 1984 de Luviano Arnaldo.


O reino do povo Konii

Nada é mais revigorante do que trabalhar arduamente para a realização de um propósito de valor, trazer à luz o tão nobre e ilustre Povo Konii, esquecido e ignorado há tantos séculos. Tivemos a honra e o privilégio de levantar o véu que cobria o glorioso passado desse Povo, que formou reinos na face da terra, e deu língua e escrita a outros povos.
  Carlos Alberto Basílio Castelo - Investigador de Arqueologia Epigráfica ibérica
       

GUERREIRO  KONII  DA  CIDADE  REAL CONISTORGIS
  (Faz-nos «lembrar » bastante os Guerreiro Pelasgos  Troianos ...porque são os mêsmos , os próprios , os Pelasgos que daqui fôram para lá , e outros lugares na Bacia Mediterrânica...! /palavras minhas aqui introduzidas )
As construções « sepulcrais megalíticas » que se conservem em Andaluzia e no sul de Portugal, nos dão uma ideia muito elevada da arquitectura dos Konii, pré-Thartessos. Estas construções são do terceiro milénio antes de Cristo, assim como cerâmica e a técnica metalúrgica. A denominação « Konii », era um título deste primitivo povo ibérico, que significava « Fazedores de Konos » se referia aos menires cujo a forma era a representação « Fálica » do ser humano, e eram erguidos nas áreas habitadas de seus Clãs - Famílias  pré-históricos. Há provas arqueológicas que os Konii desde os seus antepassados de remota antiguidade, utilizavam os « caracteres iconográficos » da « Arte Rupestre » como meio de « comunicação », e muitos desses caracteres primitivos  encontram-se nos nas inscrições de seus descendentes da Idade do bronze e da Idade Ferro no « Alfabeto Konii Ibérico do Sudoeste Peninsular ». Tais caracteres foram  preservados ao longo de milénios, e deram origem a outros alfabetos, como os primitivos gregos, etruscos, rúnicos, e também usados na escrita dos povos orientais tais como: o aramaico, hebraico, moabita, fenício. Foram utilizados em especial na primitiva escrita romana, de onde se originou a escrita clássica latina. Esta Escrita Konii Ibérica utilizaram os egípcios antes de inventarem a sua  escrita « Sagrada  Hieroglífica », nos primórdios do reinado faraónico desde o tempo de « baraon > bharaon > Pharaon » que significava: « Sagrada  Criação » do hebraico « bara, criação  +  on, sagrada ». Este Pharaon ( Faraó ) fora o primeiro filho de Aegiptus filha de Kam e de Aegiptus, que após o Dilúvio se fixou no « Baixo Egipto » no Delta, e a  partir dessa época o nome « Pharaon - Pai da Raça Egípcia », passara  a  ser um Título de todos  os reis  egípcios. Entre os hieroglíficos, ainda se encontra símbolos gráficos alfabetiformes  da  Escrita Ibérica, e posteriormente denominada de « Egípcio Reformado ».  
O Povo Konii desde os 3.000 A.C., pode ser dividido em três Épocas :
1º ) – Época primitiva, Neolítica – Megalítica, em que o primitivo Povo Ibérico
foram apelidados de « Konii », palavra escrita com dois  “ii” bem  peninsular,
em que o primeiro “i” é do nome da letra “N = Ni “como em « Nieta » (espanhol ).
Este nome Konii como já  referido vem das representações « fálicas » dos menires
( Konos ). Fora nessa época que se deu a expansão da « Cultura Megalítica », a 
partir da costa litoral oceânica do  actual « Sul de Portugal », até à Escandinávia;
como na França, Inglaterra, Hibernia ( Irlanda ), Itália, Alemanha, Dinamarca,
etc.. Para o oriente dólmenes sem distinção de tipos, existem em zonas da orla do
Mediterrâneo, ao norte e a oeste do Mar Negro, ao sul do Cáspio, na  Índia e no
Japão, assim como na África do norte, chegara este primitivo povo que levaram
consigo sua língua e escrita. Pois não será admiração, que os povos dessas áreas
mencionadas da terra, tenham termos linguisticos similares aos da Europa Ocidental, uma vez que, sua raiz é da Ibérica. Ao invés, é sabido por se ensinar
erradamente nas escolas, que a população europeia descende de uma raça nascida
no Cáucaso, e por isso denominada Caucásica, ou então no planalto Iraniano, na
Ásia central, e por isso apelidada raça indo-europeia.
Então questiona-se :
Quais porém, são as provas arqueológicas e epigráficas sólidas, cientificamente
incontestáveis em que se erguem semelhantes opiniões ?
O « Indo-europeu » é simplesmente um « Mito » inventado por alguns linguistas.
Tendo como ponto de partida as semelhanças entre as línguas europeias e
asiáticas, cedo se passou para a certeza de que haveria uma « Língua - Mãe » e,
consequentemente, um povo que teria falado.
Assim foram lançadas as bases para a construção do « Mito » indo-europeu, mas
simplesmente, o « Mito » tem « pés de barro » e nenhum facto cientifico até à
data permite afirmar com certeza absoluta a existência de um povo indo-europeu,
que seja a origem de outros. Todavia  pode-se provar com factos arqueológicos
e epigráficos existentes, que a emigração dos povos, partiram do ocidente
europeu para o oriente até à Ásia Maior. Esse povo que afirmam ter existido no
Cáucaso ou noutra área da Ásia, foram os Konii ibéricos da época Megalítica.
2º ) Na época da Idade do Ferro, o primeiro reino deste povo situava-se no Alentejo  e Algarve. Mas todavia chegou a existir emigrações de povoamento
« Koniense » desde o Algarve à Galiza. Mas fora na província actual do Algarve
onde existira as cidades reais, tais como: a «Amtorgis »( Cidade  Real  Mãe ),
que provavelmente teria sido na grande Ilha « Acaali »( Akalli ) situada no rio
Ana (Guadiana). É também talvez muito provável que o nome dessa ilha esteja
ligado ao de « Kallirhõe » mãe do Rey Geryon, e esposa de Khrysaor o homem
da « Falkata de Ouro ».
Teria sido a Ilha de « Akalli » a verdadeira Ilha de « Thartessus » ?
Ora vejamos o que diz G. Moreno no seu livro « La Escritura Bástulo-Turdetana ».
Pág. 11 – Aparte consta que en el confín occidental europeo, sobre el Cabo San
Vicente, habitaban los Kinetes ( Kunetis ) o Cúneos, com su ciudad Conistorgis,
nombre cuya desinencia repiten las Isturgi eIliturgi de Jaén.Verosímiemente, este
nombre de Kinetis fué el gentilico de los Argários , y aún es posible que en lo
Gimnetes, citados en lo límite opuesto de los Túrdulos sobre el Júcar, pudiera
verse uma helenización del mismo nombre. Avanzando más la fábula griega,
exaltó a Gárgoris, civilizador de los  Kinetes, y a su hijo Habides, fundador de  ciudades.   
 O nome Kinetes é uma evolução de Kynites ( Kunetis ), denominação grega dos Konitis ( Konii ). Ao se falar de « Gárgoris  Civilizador dos konitis » e de seu filho
« Habides » fundador de cidades, se está a referir à « terceira época da geração » dos Konii maisjovens, apelidados de Konitis; época de grandes construções de cidades e civilizações organizadas na Ibéria.

Vejamos também o que nos diz Adolf Schulten no seu livro « Os Thartessus »

Eu descobri que o nome Arganth - onios, nome do mais conhecido Rey de Thartessus, se encontra no nome etrusco « Arcnti ». Isto me fazia supôr que os thartessus procedia de esfera etrusca.

 

O nosso ilustre Schulten desconhecia o que significava em termos linguisticos da língua Konii, o nome « Arcnti », que desdobra-se em duas partes « Ar + cnti ». « Ar » é  abreviação de « AretiTerra » e « Cnti » é por sua vez a abreviação de « Conti » o que significa: « Terra de Conti » ( Conitis ). Os Konii na Etruria, fundaram cidades,  entre elas uma há que ficou  muito  conhecida na época romana, denominada de  

« Kontenebra ». A Etruria  pré-romana fora povoada por povo ibérico suas necrópoles  são do mesmo estilo de arquitectura das que se encontram em Portugal, tomemos por exemplo a de Cerveteri em confronte com a de AlcalarPortimão, e veremos obras de um mesmo povo, mas, sendo esta última mais rudimentar, portanto mais primitiva.

Analisemos também o que diz  Rufus  Festus  Avienus  na  sua  « Ora Marítima » sobre a localização dos Thartessus.
Hiberia, 223 O Reino dos Thartessus se estendia pelo ocidente até ao Anas (Guadiana).
É pois sabido que a Ilha Akalli, ficava no rio Guadiana, dentro da área thartéssica, e questiona-se não poderá ser esta, a verdadeira ilha de Thartessus ? como também o rio  Guadiana não poderá ser, o primitivo rio Bétis que rodeava a área geográfica ocidental da Bética ( Baetica ) ?
É que normalmente nomes de lugares, cidades e rios  primitivos, eram dados a novas  terras, pelos povos que emigravam, em lembrança dos lugares aonde anteriormente  teriam habitado.  Os nomes desses últimos lugares, eram tomados posteriormente pelos historiadores, como sendo os originais.
Analisemos em seguida dados de relevo dos Konii, com os de Thartessus.
1º - A « Kalli » pode ser a abreviação de « Kallirhõe » esposa de « Khrysaor »
o « Homem da Falcata de Ouro » pai do « Rey Geryon ».
2º - Temos a cidade Konii « Erisana » no Alentejo ou Algarve, que significa:
« A Filha de Eri » ou seja a «A Filha de Erithia» neta do « Rey Geryon ».
3º - Temos também o nome « Ana » determinativo da cidade « Eris- ana » o que
faz prova que esta cidade tenha existido junto à margem do actual rio Uadi ( rio ) + Ana  > Guadiana.
4º - A Ilha de « Akalli », fora o berço de alguns « reis Koniis ».
5º - No Arco de Medinaceli – Segovia, ao  norte de Madrid, tem uma inscrição
de um nome em caracteres  Konii do sudoeste, que diz : « Erithi » que é o
primitivo nome de « Erithia » que evoluiu para « Eritheia ».
6º - As fontes que se vale Pomponio Mela, situa a « Ilha de Eritheia » não em
« Cádiz » mas sim na «Lusitânia Romana» ao sul de Portugal  pertença da
Comarca de Niebla – Huelva.       
7º - A língua e escrita grafadas nas Estelas do sudoeste, chamada de Thartéssica,
pertencem ao Povo Konii, as quais estão identificadas com o nome deste povo, nas suas  inscrições.
8º - Não há registo nos monumentos epigráficos funerários, na numismática ou,
em qualquer outro documento ibérico, que faça alguma menção histórica,
relativo ao Povo Thartesso, em qualquer outra  parte da Hispania.
O que se presumo que os Thartessus teriam sido um ramo genealógico, ou
ou seja um Clã – Família - Tribo sanguínea dos Konii.
A Ilha de « Akalli », actualmente desaparecida de sua forma original, é a área onde está situada Alcoutim, ( Konti`m = Konitim ) > Continium > Al-Coutinium > Alcoutim.  Essa ilha real pelo que se sabe por enquanto, teria sido o berço de dois ilustres Koniis, o « Rey  Laethi », e o « Rey Niro », que foram sepultados na área de  Machial >  Maxial > Ameixial, que significa: « Monte abundante de plantas e arbustos silvestres ».

A « Cidade Real Konistorgis » situava-se junto à margem do « Rio Cuneo » de onde toma seu nome o « Cabo Cuneus » ( em latim ); pois era a partir desse « Cabo » por   rio acima chegava-se à « Capital do reino Konii ». Na época romana, alguns oficiais desse império, fazia sua estadia nesta capital, temos conhecimento dessas presenças até ao ano 79. A partir dessa data, deixou-se de ouvir o nome desta nobre cidade, e dentro da área em questão só conhecemos a cidade Ossonoba. O desaparecimento do nome da cidade real, se presumo, que os romanos o transferiram, para perto de Niebla, onde fundaram, a « Aldeia Romana Conistorgis » no sitio de« Trigueros – Huelva ».A razão desta transferencia do nome, se deve ao facto de os romanos quererem denominar todo o território actual português de« Lusitânia Romana »,mas impedia-os o nome Conistorgis como sinónimo do Reino Konii, existindo assim uma divisão entre o sul e norte de Portugal. Todavia o nome alterado deste Povo Konii, se mantivera no latim, como Cinetes e Cineticum ( Algarve ) que os romanos receberam dos gregos de Kynetis ( Kunetis ), deturpação de  Konitis.

Devemos também considerar algumas aldeias primitivas Konienses, tais como:  «Seda»  (Alentejo), nome dado a « Aliseda » Espanha; « Ator de Hator » actual « Tor », Algarve. « Aitor », segundo a lenda  dos  Vascos, teria sido « O Progenitor do Povo Vaskone » ( Vascones ); « Saiti » ( Monchique ), está gravado num  « Heroun »  desta  região;  o nome se encontra em « Saiti » cidade  ibérica  de Espanha, sua variante é « Saetabis » de ( Játiva – Valência ); « Salir » ( Prata ), Algarve – este nome também se encontra em « Iltirta Salir Ban », Lérida – Espanha. Outras povoações habitadas tais como: Bensafrim, Ourique, Castro Verde, etc.etc..
  
3º ) – Na Terceira  Época, este povo são denominados de Konitis (Konti), como sendo
a « geração dos Konii mais novos »; já construtores de grandes cidades, áreas
urbanizadas, e também povoadores de terras, no interior e exterior da Ibéria.
Eles povoaram toda a costa atlântica e mediterrânea da Ibéria, fundaram reinos,
como a  Kontestânia  ( Terra  de  Konites ),  que abrangia a  área das actuais 
províncias de Valência, Alicante,  Murcia e Albacete. A capital de Kontestânia
era Kontesta, na área de Alicante.
Actualmente se conhecem muito das suas aldeias como:  Alona  (Guadamar);
Aspe (Alicante ); Dianium ou Denia ( Alicante );  Dicias ( Elche ); Lucentum
( Alicante );  Saetabis ( Játiva –Valencia ); Ilorci ( Lorca-Murcia ).
As descobertas arqueológicas de esculturas ibéricas, tais como a chamada Dama
de Elche ou ( Raínha da Kontestania ), são de origem konii, descendentes do
Povo Konti ( Koniti ), não eram Thartéssicas.
Outros povos como os Vaccus, eram clãs do Sudoeste,  ramais  genealógicos, que
Situavam-se entre os rios Esla e Cea. Era sua capital a « Cidade Real Akontia »
( A Konitia ) que mais tarde nas terceiras guerras Célticas passou a «Numancia».
As guerras de «Numancia» tiveram  começo, quanto prestaram auxilio a outros
povos, em especial aos « Lusitanos de Viriato ». Outra grande cidade Konii  em 
Espanha, chamada erradamente de céltica, foi Konterbia  ou Kontyrbia ( Urbia Koniti ).
Caso curioso é que a palavra « Saiti » de Monchique e « Saiti » de Játiva – Valencia, que se tornou um nome, fora provavelmente dado pelos koniis ibérios à área egípcia de  « Saitic » ( Saitis ), que a cidade cujo o diminutivo era  « Sais » terra do Faraó
« Amasis ou Amosis II » rei da XXVI ª Dinastia do ano 569 A.C.. Era nesta cidade  « Sais » ( Sâ El-Hagar ) que existia o « Templo da Deusa Neith » padroeira dos gregos com o nome de « Athenas ». Fora nesse «Templo» que o sábio « Solon » ouviu dos sacerdotes a lenda do « Império dos Atlântidas ».Este « Solon » contara essa lenda a « Dropides », que passara a « Kritias » que por sua vez contara a « Ariston » pai de « Platão » que viveu no ano 428 a 347 A.C.. Depois « Platão » contou esta lenda a
« Sócrates » e ficou narrada nos « Diálogos de Platão » em « Timaios e Kritias ».
Por isso não é de admirar que algumas sepulturas dos Konii e da Ibéria, se encontraram artefactos egípcios, como na necrópole de Mealha Nova fora descoberto um escaravelho ( que terá sido feito em Naucrátis, no Delta do Nilo ) onde está gravado o nome do  Faraó Pedubaste  ( 817 – 763  A.C. ) fundador da XXIII dinastia que reinou em Tanis.  Na herdade do Gaio ( Sines ) numa  sepultura entre diverso espólio arqueológico se descobriu, também um escaravelho de faiança engastado em um aro rotativo de prata, com o selo real do Faraó Thutmosis III. Existira no Egyptus  uma cidade muito antiga chamada « Konaissé » ( Konayesseh ) que ficava na rota de « Mehallet » junto ao  caminho de « Tanta–Mansoura-Damiette » no Delta. O nome Konai é um variante de  Konii, e se encontra gravado na Estela de Bensafrim ( depositada no Museu de Arqueologia de Belém - Lisboa ). Outra descoberta de grande relevo no Egyptus, foi  o  facto de que em 1890, o arqueólogo inglês  Sir William Flinders Petrie (1853-1942 ),  ao fazer pesquisas num local entre as ruínas de antigas cidades egípcias, descobriu em  fragmentos de pedra, signos gravados da família dos caracteres peninsulares ibéricos  que datam à volta de 3.000 a 1.200  A.C., considerados anteriores aos hieroglíficos. Mais alguns exemplares destes caracteres estão dispersos desde a  Ibéria até à Ásia frequentemente no Período Neolítico.
Sobre a questão da Língua Portuguesa, ser ou não originária do Latim Romano.
As dominações estrangeiras não alteraram essencialmente as formas da Língua Portuguesa.  Não as alterou o domínio romano,  apesar do império ter imposto na Península o uso do latim, porque o idioma latino é fundado nas bases de uma língua comum, pelo que a ignorância do passado supõe ser a Língua  Portuguesa  filha da latina. Este facto explica lucidamente o motivo, porque as bases do latim, são no grosso, as mesmas que as do Português e Espanhol e das outras línguas congéneres. O latim foi um idioma criado pelos  romanos na base do peninsular, o qual viveu e morreu com o império deles, porque instituído em língua declinável ou  de  terminações variáveis e variadas num mesmo nome, estava em conflito com a índole e sistema da língua  originária. Dissemos que o latim foi criado pelos romanos, mas o verdadeiro  fundador deste idioma foi « Ennio »,  grego de nascimento. Este grego, nascido a  239 A.C., escreveu um poema em latim tão bárbaro, e incorrecto, que os romanos da literatura áurea lhe chamaram “ Estrumeira “; todavia  à “ Estrumeira “ de « Ennio »  iam  buscar pérolas « Cícero » e o próprio « Vergilio ».

Porque teve tão longa duração o latim em Hispania ?

Este facto foi uma consequência inevitável do grande e largo predomínio intelectual, moral e político da  igreja romana na Península; a língua do clero era a latina; caída totalmente a  instrução nas mãos do clero católico, o abecedário latino conseguiu impor-se esquecendo o alfabeto Konii.  As línguas portuguesa  e  espanhola são originárias da Península Ibérica, e não derivadas do latim.
Quando os cartagineses invadiram a Península antes da presença dos  romanos na  Ibéria, os habitantes da cidade de « Sagunto » enviaram delegados a « Roma » para  conseguirem que os romanos com forças militares os viessem ajudar a expulsar a gente púnica. Os ibérios faziam as suas exposições verbais no seio do senado romano  e eram entendidos; não havia portanto luminosos pontes de harmonia e de contacto entre a língua dos romanos e a dos espanhóis ? se os havia ( e são inegáveis ) como são pois, as línguas portuguesa e espanhola filhas da latina ?

As Línguas Ocidentais e o Latim

Segundo de acordo com a « Cronologia » de Marco Terencio Varrão ( o mais sábio dos romanos ), situa a fundação de Roma, em 21 de abril do ano 753 A. C. e que «Rómulo» reinou de 753 –717 A.C. (The Origins of Rome, Londres 1958 - Raymond Bloch).

É sabido que os romanos tiveram sua presença na « Península Ibérica », somente a  partir do terceiro século antes de Cristo. Assim sendo tal facto, os « Herouns » estelas funerárias do Sudoeste Ibérico, da actual área do sul de Portugal, são pré-romanas, e acontece que elas contêm nas suas inscrições lapidares  termos linguisticos similares ao  latim, mas, são de língua nativa peninsular, pois que estas inscrições, reconhecidas cientificamente, datam da época proto-histórica, antes da fundação de Roma.
O sábio Ampére, na sua“ Histoire Romaine à Rome “também sustentou que o ibérico, fora a língua pré - ariana do Latim.
Fundar com a Cidade de Roma a 753 A.C. a  língua e escrita dos povos Ocidentais, não passa de uma ingenuidade e ilusão irrisória, esmagada pelos factos arqueológicos  epigráficos dos monumentos funerários ibéricos.
Os que não compreendem a origem e os elementos formativos da Língua portuguesa, remetem para o latim, quem os pretende saber; e  assim as « Catacumbas de Roma » são um meio fácil dissimular a ignorância.
A Investigação e teorias acerca da Língua e Escrita Konii Ibérica.
No inicio do século XIX. O Marquês de Algorfa ( 1800 ), na sua opinião alega que o alfabeto fenício é a chave para a leitura dos epígrafes das moedas peninsulares. Também para Rodriguez de Berlanga ( 1884 ); Hubner ( 1893 ); Bahr  ( 1948 );  Solá Solé ( 1968 ); entre outros, a  escrita  ibérica nasce da fenícia, opinião compartilhada, assim mesmo por Javier de Hoz, pois que, na pré-história do sul de nossa Península, apresenta na sua iconografia Rupestre, gravados e pintados nas paredes de160 grutas, os antecedentes dos caracteres alfabetiformes gravados nas  Estelas do Sudoeste,  e nas moedas ibéricas.
Todavia, os autores dessa falsa teoria, com os valores do alfabeto  fenício, nunca  conseguiram traduzir as inscrições ibéricas, isso é um facto!.. É normal hoje em dia, os epigrafistas espanhóis, que seguem a mesma linha de pensamento, de Don Manuel Gomes Moreno, o qual fora considerado pelos os ingleses em 1925, como o melhor tradutor do Ibérico. Assim, desse modo tais seguidores, querem conciliar as « inscrições konienses » com as mesmas equivalência iguais às do resto da Ibéria, como fizera Goméz Moreno, pois como sabemos o resultado é nulo. Outros há como o Dr. Jesús Rodriguez Ramos do Dpt. De Ciéncias de l`Antiguidade i de l`Edat  Mitjana. U.A.B.,
que no seu trabalho que diz o seguinte:
Cuando se investiga una lengua de conservación epigráfrica cuya escritura puede transcribirse bien pero, cuya lengua es ininteligible, como es el caso del íbero, es lógica la búsqueda de regularidades morfológicas que denoten clases de palabras, es   decir, el intentar identificar paradigmas gramaticales.
É evidente que qualquer código inventado por um autor, pode muito bem transliterar 
uma inscrição, mas todavia pode não ser compreendida, a menos que esteja correcta. 
Há tradutores espanhóis que põem os caracteres dos textos ibéricos em letras latinas, e  depois não sabem o que está escrito e, ficam na mesma como se nada tivessem  traduzido !..   
Assim muitas das traduções feitas por alguns espanhóis, não são traduções no sentido da palavra, mas sim, simples equivalência hipotética de letras latinas, em confronto com os  caracteres ibérios. Pois esses investigadores, não apresentam nas suas transliterações epigráficas, um texto credível que possa ser lido e compreendido, com os significados das palavras desse mesmo texto. Temos a considerar que vocábulos proto-históricos da  língua ibérica, alguns evoluíram, mas outros se mantiveram-se na mesma forma original que passaram desse modo á formação de novos idiomas que são actuais línguas, como dialectos e subdialectos ibéricos. Não podemos menosprezar os dialectos e subdialectos,
pois eles fazem parte de toda a língua  peninsular, são tão importantes como as línguas.
Quando existe uma língua materna  primitiva,  como o caso do ibérico, que era falada e escrita por todo o tronco comum das  Famílias ( Clãs ), que habitaram a Península, teve que haver forçosamente passagem de língua e escrita, para a formação das chamadas línguas ibéricas, a partir de uma só raiz linguistica. Aconteceu que foi na Ibéria, é que se deu o nascer de novas línguas, porque a « Língua Ibéria », era nada mais a « Língua  Adâmica »; denominada a « Mãe » a « Génesis » das línguas e escritas  após o Dilúvio. Tal facto se dera na Ibéria,  porque a nossa  « Ibéria » é o verdadeiro Oriente do Eden
( Paraíso ) como se refere a Bíblia, e o Patriarca  Noé  viveu na nossa Ibéria;  e os seus filhos que nasceram depois do Dilúvio, na Ibéria, são nativos da nossa Península e, não vieram de nenhum lado, eles nasceram em nossa Hispania Sagrada !... A nossa  língua e escrita,  apesar de evoluções ou influências de outras, é nossa !.. é ibérica !..  e não veio de nenhum outro povo !.. As línguas dos outros povos foram formadas  da raiz do Ibérico. A partir da « Hibéria » na « Época Neolítica », famílias numerosas se tornaram tribos, e emigraram para povoarem outras terras, onde edificaram cidades e fizeram novos reinos, e os povos desses reinos, em  épocas posteriores mais tardias, vieram como estrangeiros à sua terra « Hibéria » (Mãe) dos seus antepassados. Os próprios Hibreos são descendentes de Hiberos, sua língua primitiva, com os valores originais de suas letras se encontra nas Estelas do Sudoeste.  No Médio - Oriente fundaram a « Nova Hibéria » sua capital era Ebron, cidade muito antiga dos Hibreos, denominação essa em homenagem ao nosso Rio Ebro, que na evolução ortográfica passou a escrever-se de Hebron.Esta é a história do nosso Ilustre Povo Konii Ibérico cujo o seu e nosso Deus é « ELEL » que se encontra gravado nos Herouns ( Estelas ), e significa « El  – Elohi » ( O  Deus  Homem ). O título do « Deus Hibérico », é
( O Deus do Começo );  hebraico ( Elohim ). Nome usado pelos « Filhos  de  Israel » até aprox. 1400 A.C., até que Moisés recebeu o nome do « Deus Mediador » no Sinai.
Voltando à nossa escrita ibérica; outros há, que fazendo fundo de todas as inscrições peninsulares, de diversas épocas e sem distinção, aventuram-se suas transliterações na base da «língua vasca», pois é seguir caminho errado !.. Don Manuel Gomes Moreno, professor catedrático de Espanha, foi o epigrafista que mais aproximou-se de maneira credível, com suas traduções aos vocábulos linguisticos da língua Konii, mas todavia  erra em muitos valores de letras  alfabetiformes, como também em vocábulos que são formados por duas ou três palavras abreviadas. Uma das incógnitas da linguistica ibérica é que uma palavra, pode corresponder a uma frase abreviada, em que partes de palavras estão omitidas, afim, dos textos das inscrições não serem muito extensos na gravação epigráfica. Isto não é tomado em conta pelos epigrafistas ibéricos, e provavelmente eles ainda não se aperceberam deste facto. Pois não se pode dar valores de equivalência iguais a todos os caracteres ibéricos, porque as inscrições nem todas  são da mesma época, e ao longos dos séculos houve evoluções gráficas e também de valores de alguns caracteres, que a principio tinham um  certo valor e depois passaram a outro.
 No seu livro sobre a escrita « Bástulo - Turdetana »   Don M. Gomes Moreno, emprega para todos os caracteres das diversas inscrições ibéricas, os mesmos valores, e  desta forma não teve êxito nas traduções das inscrições do sudoeste  português..
Outro tropeço para os investigadores, é as diversas denominações com que foram “ baptizados ” o povo Konii, ao longo dos séculos, por povos que tiveram sua presença na Península Ibérica.
As fontes antigas de informação de alguns autores gregos e romanos, ao escreverem com outras denominações o nome do « Povo konii » contribuíram para uma grande confusão histórica, que ainda continua nos dias actuais. Ou fora derivado à sua incapacidade de intenderem os nomes escritos em língua peninsular, ou para os adaptarem à suas línguas, o certo é que trouxe confusão.
No entanto vamos procurar desfazer tal confusão, a partir dos nomes originais konii, gravados nas Inscrições das Estelas Funerárias.
Original:  Konii e Konti  ( Koniti )
Grego:   Kounéoi ( Konéoi ); Kunêsioi ( Kuneoi ); Kunetis ( Kynetis )
Latim:   Kinetes ( Cinetes ); Kinetas ( Cinetas ); Kinetis ( Cinetis ); Cineticum
( Algarve )
Latim:   Cuneo ( Cuneos ); Cuneu (Cuneus )
Outras variantes : Cónios, Conienses; Cenii, Cenis, etc. etc. etc..
Para melhor compreender a desvirtuação dos nomes originais, apresentamo-los ordenados:
Exemplo: Konii > Koniti ( Konti ) > Kunetis > Kynetis > Kinetes

Coniti ( Conti ) > Cunetis >  Cynetis > Cinetes e Cineticum

Conii > Cónio > Cunes >  Cuneo   ( Cuneos ) > Cuneus
Existem alguns investigadores actuais, que tomando dos últimos nomes helenizados  e  latinizados de épocas tardias, procuram com argumentos quererem provar que foram  os povos com nomes semelhantes de outras terras, que teriam vindo fixarem-se na Hispania, dando origem aos Ibérios;
não tendo eles em mente, ou talvez não conhecendo, os nomes originais Konii,  gravados como identificação deste povo, nas inscrições dos monumentos funerários, e na numismática peninsular.
Para esses investigadores, fazemos nossas as palavras, da Catedrática de Arqueologia   da Universidade de Valência, Dra. Carmen Aranegui no seu Congresso de Espanha que afirma o seguinte:
Los Iberos no vinieron de ninguna parte.  No llegaron, como algunos pensaron, de Asia o de Africa.  Eran una grande etnia, uno solo pueblo dividida en pueblos, que habitaron   la cuenca occidental del Mediterráneo en la antiguedad, en nuestra Península Iberica. No eran semitas, camitas o hititas.
O Povo Ibérico ( Konii ) nascera na  « Península Ibérica » isso, é um facto da nossa história peninsular, relativo aos nossos ancestrais pré e proto-históricos de quem  somos os representantes actuais,  e que nos legaram as  línguas que hoje falamos, o português e espanhol, apesar de estarem um pouco  mescladas pelas influências linguísticas de outros povos que passaram pela nossa Península. »

C

 

Encontramos , portanto , em tôdo êste Território Ancestral da Oestreminis , uma autêntica manta de retalhos históricos  Ancestrais que vão muito fundo no Tempo ...e são retalhos , porque MUITO foi Destruído pelos Inimigos da LUZ da Citânia   , pelos inimigos da História Real da Humanidade , os quais , ainda agora , hôje , continuam na sua senda Trevosa e Destructiva de tudo o que possa  ACABAR com o seu podêr Nêgro sôbre a Humanidade e as Nações Ancestrais ...mas êsse tempo está-se a Acabar , estamos nos Tempos FInais , nos últimos extertôres duma "civilização" Corrupta e e profundamente Corrompida em que o que é "normal" é sêr Insâno... 

Mas êsse tempo de Trevas está no seu Final !




( Continua n´AS VERDADEIRAS RAÍZES 
dos 
PORTUGUÊSES III
 A Desmistificação de Mentiras Históricas , introduzidas como Verdade )

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